Mossoró-RN, de 2005
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KARENINE FERNANDES

Abra um sorriso porque o ano novo chegou. É tempo de recomeçar, tempo de fazer nossos velhos planos acontecerem, de vivermos novas possibilidades e, acima de tudo, acreditar que Deus é pai e ninguém pode mais do que Ele. Um ano novo produtivo para todos nós. E para iniciar este ano com muito alto astral e positividade convidamos uma pessoa que é superdedicada, alegre, decidida e que faz mil e uma coisas ao mesmo tempo. Falo da multifuncional Karenine Fernandes. Vamos conhecer juntos um pouco da vida desta jovem Mulher que faz e acontece quando quer realizar seus sonhos.


AZOUGUE: Nossa entrevista na página Mulher sempre começa com o nome completo da entrevistada, onde e quando nasceu?

KARENINE FERNANDES: Meu nome completo é Érica Karenine Fernandes Freire, eu nasci no dia 8 de junho de 1976, na maternidade Januário Cicco, em Natal.

AZOUGUE: Por que você veio para Mossoró?

KARENINE FERNANDES: Não lembro muito, pois eu era pequenina. Eu devia ter uns cinco ou seis anos. Meu pai foi transferido para cá e nós viemos de volta para Mossoró, porque meus pais são mossoroenses (o Fernandes da minha mãe é de Pau dos Ferros e a maioria da família hoje é radicada aqui nessa cidade).

AZOUGUE: Você é muito jovem, mas a idade lhe incomoda?

KARENINE FERNANDES: Nem um pouco. Tenho muito orgulho da minha idade. Às vezes as pessoas até se admiram porque eu sempre faço questão de enfatizar que tenho 29 anos. E por que eu tenho orgulho disso? Porque me sinto uma jovem bem sucedida aos 29 anos, porque eu busquei isso e alguns têm o dobro disso e ainda não conseguiram. Não que eu queira me envaidecer disso, mas é uma idade muito importante. É bom saber a nossa trajetória. Eu acho que vivi cada ano da minha vida com intensidade. 29 anos com muito orgulho, nada de Glória Maria* (a apresentadora da Rede Globo nunca revelou sua idade verdadeira à imprensa).

AZOUGUE: Por que você escolheu o curso de Serviço Social?

KARENINE FERNANDES: Bem, eu fui uma menina traquina nos estudos. Aos 18 anos eu trabalhei num cargo de confiança na prefeitura de Mossoró. Lá eu fazia um trabalho de atendimento ao público, apesar de ser ligada diretamente ao secretário. As pessoas diziam que eu atendia muito bem e que queria resolver o problema de todo mundo. Chegou à época do vestibular e eu ainda não estava amadurecida o suficiente para saber qual curso escolher e qual rumo iria tomar. Eu pedi a um colega para me inscrever no vestibular e então ele perguntou: - Eu faço a inscrição para qual curso? Eu disse a ele que fizesse para o que ele me achasse parecida. Aí ele voltou e perguntei para qual curso ele me havia inscrito. Ele respondeu Serviço Social. Eu falei: o que é isso? Ele disse que era aquilo que eu fazia todo dia, atender as pessoas, procurar resolver os problemas das pessoas. Lembrei que tenho uma tia que é formada neste curso e fazia trabalhos nesta área, foi então que ingressei em Serviço Social.

AZOUGUE: Toda mulher gosta de novidade em casa, no trabalho e principalmente no guarda-roupa. O que os objetos novos lhe trazem, já que você gosta tanto?

KARENINE FERNANDES: Eu adoro o novo. Traz-me o surpreendente, uma sensação gostosa, alegria, mas eu gosto do velho também. Se prestarem um pouco de atenção vão perceber que eu tenho as minhas peças queridinhas. Então, depende muito do conforto. Procuro estar confortável, ver as coisas de forma confortável. É tanto que eu tenho peças bastante antigas.

AZOUGUE: No profissional, você acha que sua beleza influenciou em alguma coisa?

KARENINE FERNANDES: Ela já me prejudicou muito, fez tudo ao contrário. Principalmente na cidade de Mossoró porque as pessoas acham que as mulheres bonitas são burras e que as inteligentes são feias. Eu me olho no espelho e digo que sou linda, maravilhosa, poderosa! Eu tenho certeza do meu poder de inteligência, de resolver as coisas, de decisão, de enfrentar as coisas. Algumas pessoas que têm a alma meio pesada não conseguem ver o lado positivo. Então, quando elas vêem que sou jovem, que tenho beleza, poder de decisão, de resolver as coisas, isso causa medo, afronta, aí elas procuram destruir essa pessoa. Já aconteceu muito em Mossoró. A beleza tem me prejudicado.

AZOUGUE: Você já sentiu medo da sua beleza pela reação que causa nas pessoas?

KARENINE FERNANDES: Já. Eu tenho vontade de ser mais irreverente do que costumo ser, porém eu me recato para não causar reações adversas, não causar inveja, mas às vezes eu não consigo.

AZOUGUE: Em que ano você acha que a sua carreira profissional deslanchou?

KARENINE FERNANDES: Acho que não teve um ano. Durante esses cinco anos de trabalho na área de comunicação eu só tenho a agradecer. Eu comecei semanalmente no jornal O Mossoroense, quando a coluna passaria a ser diária eu fui para o Diário de Natal. Já foi um grande pulo. Passei 2 anos neste jornal. Após minha saída anunciei a Mossoró inteira que faria parte dos quadros do Jornal de Mossoró, sabendo em off que este seria vespertino diário. Passei também a integrar os quadros da 95 FM (rádio Abolição) fazendo um quadro social na rádio, pois ela estava se instalando na cidade. Sempre acredito nos projetos que participo. Na época em que saí do Diário para o Jornal de Mossoró as pessoas olhavam para mim e perguntavam como eu troquei um jornal da capital para escrever para um semanal no interior e teve até gente que deixou de anunciar comigo por isso. Mas eu acreditei no meu nome, no meu profissionalismo que estes não iriam diminuir.

AZOUGUE: Você foi mãe muito cedo. Isso causou mudanças bruscas na sua vida? Teve alguma coisa que doeu, que lhe magoou?

KARENINE FERNANDES: Bem, fui mãe aos dezoito anos. Minha filha já está perto dos 11 anos, uma mocinha. Eu lembro que as pessoas olhavam pra mim e diziam como é que uma criança vai cuidar de outra? Eu era muito imatura, menina demais. Comecei a namorar o pai de Renatinha com 13 anos e aos 18 fui mãe. Fui muito presa pela minha família. Minha mãe dizia que eu só sairia de casa aos 15 anos. Apesar disso e das dificuldades eu sempre incorporei os meus personagens. Cuidei sempre dela. Não queria que minha filha chamasse minha mãe de mãe e eu de tia. Eu disse que eu ia ser mãe de coração e cada um da minha família iria ter seu papel. Essa situação foi uma coisa que me amadureceu muito, passei a pensar não só por mim, mas também por outra pessoa, a responsabilidade que eu tinha como mãe, que ela crescesse. Mas tem algo que eu gostaria de destacar. Quando eu fui fazer a matrícula da minha filha, na hora de preencher a ficha tinha a pergunta escolaridade. Segundo grau completo. Aquilo me doeu, aquilo me fez ir buscar eu queria colocar não só na ficha da matrícula, mas em qualquer lugar que a mãe dela tinha conhecimento, tinha capacidade de dar as coisas para ela, não só o pai, eu também.

AZOUGUE: Os ensinamentos que sua mãe lhe passou você absorveu? Acha que Renata vai absorver também?

KARENINE FERNANDES: Educação não é receita de bolo. Apesar de eu ter dito que fui danada, foi no sentido que era impetuosa, lutava para conseguir o que eu queria. Mas embora tenha essa cara e esse ímpeto sempre fui muito pacata. Minha mãe me deu uma educação muito plena, embora ela tenha me prendido, repreendido, ela me mostrava às coisas da real forma. Uma coisa que aprendi com ela e ensino à minha filha é que é melhor eu dizer não a ela do que a vida lhe dizer não, porque eu estou dizendo o não do amor para que ela não se fira, para que ela tenha responsabilidade. Procuro educar de uma forma que ela saiba o que é certo e o que é errado, tenha responsabilidade, cresça como pessoa, que não seja só dez na escola, mas que seja dez na vida. Educação é você saber aparar os erros e aprender com eles.

AZOUGUE: As pessoas rotulam muito as outras. Às vezes acham que mulher sendo bonita e ainda colunista social quer somente aparecer. Gostaria de saber sua opinião sobre isso?

KARENINE FERNANDES: Essa rotulação à pessoa que eu sou, ao colunista social e a outras pessoas considero um fato natural, porque estamos na mídia e a tendência é que se fale, que se badale mais. Na verdade, isso existe em qualquer lugar, existe o bom e o mau profissional em qualquer categoria, em qualquer lugar do mundo. Eu nem ligo mais porque eu não quero mostrar, eu quero ser, não pro outro, mas primeiro pra mim. Pouco importa o que falam. Eu digo muito que enquanto falam eu trabalho. Quem sai ganhando sou eu.

AZOUGUE: Colunismo social é...

KARENINE FERNANDES: Um meio de comunicação muito positivo, realista, extremamente necessário, eficaz. As pessoas respondem sim, têm medo sim, mas que precisam se profissionalizar mais, precisam ter mais ética, competência profissional de uma forma geral.

AZOUGUE: Karenine Fernandes tem superstição?

KARENINE FERNANDES: Tem sim. Às vezes eu penso que não acredito, mas lembro que tem muitos anos que não há ninguém que me faça vestir preto para começar a semana. Preto é uma cor pesada. Temos que começar a semana suavemente. Ana Paula de Mendonça que é minha produtora queria entrar o ano de preto. Mas este ano ela entrou de branco, consegui convencê-la. Digo às pessoas para fecharem os olhos e entrarem numa sala com as paredes pretas e abrir os olhos lá dentro. Depois peço para entrar numa sala com as paredes brancas, abrir os olhos lá e ao sair pergunto qual a sala que mais gostou, que mais se sentiu bem. A maioria responde que na branca. Esse é o poder das cores.

AZOUGUE: Acredita em zodíaco?

KARENINE FERNANDES: De vez em quando. Tem dia que eu leio, combina, eu fico acreditando. Quando não bate, eu não acredito. Gosto de ler. Acho interessante.

AZOUGUE: A maioria das mulheres gosta de novela, pelo menos uma vez ou outra você assiste?

KARENINE FERNANDES: Eu gosto muito, pena que não posso assistir. Porém não assisto muito, às vezes passo semanas sem ligar a televisão. Escuto televisão, acho que por isso eu combino com rádio. Mas adoro uma novela quando eu posso acompanhar.

AZOUGUE: E rádio, é paixão, é vício, é vírus?

KARENINE FERNANDES: Paixão, vício, vírus, amor, entusiasmo. É incrível como eu me apaixonei. Eu estando doente faço, fico boa. Triste eu venho faço, fico alegre. É uma coisa muito contagiante, sou apaixonada em fazer, até pelo poder que ele tem de transformar a vida das pessoas pela mensagem que meu programa passa, pela transformação que eu já vi na vida de outras pessoas. Digo que estou cumprindo minha missão. Isso me fascina.

AZOUGUE: E a sua lipoaspiração?! Todo mundo tem curiosidade em saber se dói, se é ruim ficar com uma cinta o tempo inteiro. Muita gente fez e gostou. Outras tiveram problemas. Karenine depois da lipo é outra mulher?

KARENINE FERNANDES: Você perguntou a uma pessoa que entende bastante do assunto. Eu fiz lipo há quatro anos, com um grande profissional, doutor Martins. Fiquei satisfeita, feliz. Foi bacana, não doeu muito, acho que é porque não sou muito manhosa. A cinta é incômoda, mas nada demais, porém é preciso repouso. E vou lhe contar uma curiosidade íntima, passei já por três cirurgias na mama. Quando eu tinha 15 anos era muito magra, tanto que meu apelido era Olívia Palito e minha mama era muito volumosa. Não me sentia bem. Tive problema na coluna de tanto que eu escondia a mama. ‘Caninguei’ lá em casa até conseguir uma cirurgia plástica que há 14 anos era raro. Fiz. Na época a cirurgia era diferente de hoje e foram mais de 300 pontos, dava até para contar porque eles eram externos. Mas tenho quelóide (neoformação que, sem constituir um verdadeiro tumor, se assemelha a tal, e se origina, habitualmente, em cicatriz de pele, seguindo-se muitas vezes a intervenções cirúrgicas, e tendendo à recidiva, quando extirpada) ficou muito feia a cicatriz e me submeti a uma nova intervenção cirúrgica. No início de 2005 resolvi que iria fazer outra cirurgia plástica, fiz e repousei muito. Porém não deu certo. E este ano vou fazer de novo, claro, com toda cautela. O que digo para quem quer fazer cirurgia plástica é que tome cuidado, escolha um bom médico e cobre do seu profissional. Enquanto eu tiver dinheiro eu peço para esticar aqui, puxar ali, mas tudo dentro da minha idade. Quero chegar aos 60 anos bem enxutinha.

AZOUGUE: Amigos. Como definir os seus e quais os pré-requisitos para ser amigo de Karenine?

KARENINE FERNANDES: Apesar de eu ser expansiva, sou muito pacata em relação à amizade. As minhas grandes amigas têm anos de estrada. Eu tenha amizade de quase vinte anos. Aprendi o que era isso muito cedo, porque perdi uma grande amiga aos doze anos. Amiga de infância, de colégio, amiga de tudo. A perda dela foi uma das maiores dores que eu tive na minha vida e não quero sentir outra. O nome dela era Gabriella, por isso coloquei o nome da minha filha Renata Gabriella. Sei um pouquinho o que é amizade. Lealdade, sinceridade são pontos essenciais numa amizade. Minhas amigas dizem mesmo que quando eu erro eu recebo de coração, mesmo que me doa. Não gostou diga a mim, não aos outros. Eu digo que sem um grande amor até que eu estou vivendo, mas sem as grandes amizades não dá.

AZOUGUE: Sonhos para 2006.

KARENINE FERNANDES: Todos os sonhos, metas, programas, começam no primeiro dia do ano meu. Em janeiro começo a fazer um curso de neurolingüística, fora de Mossoró. Meu site (www.kareninefernandes.com) está cheio de novidades e será alavancado pela equipe que está comigo. Os competentes Ana Paula de Mendonça, Nilton César, Paulo Freire de Natal e eles fecharam 2006 como fizeram em 2005, com chave de ouro. Farei pós-graduação, outra faculdade para melhor me qualificar, principalmente na área de rádio.

AZOUGUE: O corre-corre é intenso, a vida muito atarefada.Você tem tempo para Deus?

KARENINE FERNANDES: Deus acima de qualquer coisa. Às vezes quando eu estou com raiva eu ponho a cabeça para fora do carro e grito: Ei! Você é meu pai e eu sou sua filha querida. Olhe, eu tô aqui abandonada. Converso muito com Ele. Peço sempre que se for o melhor pra mim, que aconteça, senão me dê forças para eu seguir por cima de pau e pedra. Tenho meus momentos de reflexão e agradeço a Ele. Ter uma família em paz, um trabalho em paz, saúde para lutar isso é felicidade.

AZOUGUE: Deixe uma mensagem para os leitores do azougue.com

KARENINE FERNANDES: Bem, o site é irreverente, começando pelo ‘homem dos tamancos’ (Caby da Costa Lima), pois assim eu o chamo até pela benquerença que meu pai tem por ele. Caby é autêntico e isso é importante, ser aquilo que você é. E os meios, as circunstâncias lhe transformam, mas não devem lhe mudar. O azougue é isso, inteligência. Eu considero Caby um homem inteligente, até mesmo pelas pessoas que ele contrata para trabalhar com ele, pessoas como você, Aline. Sou admiradora sua. Tenho acompanhado o azougue desde o seu surgimento e espero que ele assim como o kareninefernandes.com cresçam em 2006.

karenine@kareninefernandes.com

FOTOS: NILTON CÉSAR

aline@azougue.com

 

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