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KARENINE
FERNANDES
Abra
um sorriso porque o ano novo chegou. É tempo de recomeçar,
tempo de fazer nossos velhos planos acontecerem, de vivermos
novas possibilidades e, acima de tudo, acreditar que Deus é
pai e ninguém pode mais do que Ele. Um ano novo produtivo
para todos nós. E para iniciar este ano com muito alto
astral e positividade convidamos uma pessoa que é superdedicada,
alegre, decidida e que faz mil e uma coisas ao mesmo tempo.
Falo da multifuncional Karenine Fernandes. Vamos conhecer juntos
um pouco da vida desta jovem Mulher que faz e acontece quando
quer realizar seus sonhos.
AZOUGUE: Nossa entrevista na página Mulher sempre
começa com o nome completo da entrevistada, onde e quando
nasceu?
KARENINE FERNANDES: Meu nome completo é Érica
Karenine Fernandes Freire, eu nasci no dia 8 de junho de 1976,
na maternidade Januário Cicco, em Natal.
AZOUGUE:
Por que você veio para Mossoró?
KARENINE FERNANDES: Não lembro muito,
pois eu era pequenina. Eu devia ter uns cinco ou seis anos.
Meu pai foi transferido para cá e nós viemos de
volta para Mossoró, porque meus pais são mossoroenses
(o Fernandes da minha mãe é de Pau dos Ferros
e a maioria da família hoje é radicada aqui nessa
cidade).
AZOUGUE:
Você é muito jovem, mas a idade lhe incomoda?
KARENINE FERNANDES: Nem um pouco. Tenho muito
orgulho da minha idade. Às vezes as pessoas até
se admiram porque eu sempre faço questão de enfatizar
que tenho 29 anos. E por que eu tenho orgulho disso? Porque
me sinto uma jovem bem sucedida aos 29 anos, porque eu busquei
isso e alguns têm o dobro disso e ainda não conseguiram.
Não que eu queira me envaidecer disso, mas é uma
idade muito importante. É bom saber a nossa trajetória.
Eu acho que vivi cada ano da minha vida com intensidade. 29
anos com muito orgulho, nada de Glória Maria* (a apresentadora
da Rede Globo nunca revelou sua idade verdadeira à imprensa).
AZOUGUE:
Por que você escolheu o curso de Serviço Social?
KARENINE FERNANDES: Bem, eu fui uma menina
traquina nos estudos. Aos 18 anos eu trabalhei num cargo de
confiança na prefeitura de Mossoró. Lá
eu fazia um trabalho de atendimento ao público, apesar
de ser ligada diretamente ao secretário. As pessoas diziam
que eu atendia muito bem e que queria resolver o problema de
todo mundo. Chegou à época do vestibular e eu
ainda não estava amadurecida o suficiente para saber
qual curso escolher e qual rumo iria tomar. Eu pedi a um colega
para me inscrever no vestibular e então ele perguntou:
- Eu faço a inscrição para qual curso?
Eu disse a ele que fizesse para o que ele me achasse parecida.
Aí ele voltou e perguntei para qual curso ele me havia
inscrito. Ele respondeu Serviço Social. Eu falei: o que
é isso? Ele disse que era aquilo que eu fazia todo dia,
atender as pessoas, procurar resolver os problemas das pessoas.
Lembrei que tenho uma tia que é formada neste curso e
fazia trabalhos nesta área, foi então que ingressei
em Serviço Social.
AZOUGUE:
Toda mulher gosta de novidade em casa, no trabalho e principalmente
no guarda-roupa. O que os objetos novos lhe trazem, já
que você gosta tanto?
KARENINE FERNANDES: Eu adoro o novo. Traz-me
o surpreendente, uma sensação gostosa, alegria,
mas eu gosto do velho também. Se prestarem um pouco de
atenção vão perceber que eu tenho as minhas
peças queridinhas. Então, depende muito do conforto.
Procuro estar confortável, ver as coisas de forma confortável.
É tanto que eu tenho peças bastante antigas.
AZOUGUE:
No profissional, você acha que sua beleza influenciou
em alguma coisa?
KARENINE
FERNANDES: Ela já me prejudicou muito, fez tudo
ao contrário. Principalmente na cidade de Mossoró
porque as pessoas acham que as mulheres bonitas são burras
e que as inteligentes são feias. Eu me olho no espelho
e digo que sou linda, maravilhosa, poderosa! Eu tenho certeza
do meu poder de inteligência, de resolver as coisas, de
decisão, de enfrentar as coisas. Algumas pessoas que
têm a alma meio pesada não conseguem ver o lado
positivo. Então, quando elas vêem que sou jovem,
que tenho beleza, poder de decisão, de resolver as coisas,
isso causa medo, afronta, aí elas procuram destruir essa
pessoa. Já aconteceu muito em Mossoró. A beleza
tem me prejudicado.
AZOUGUE:
Você já sentiu medo da sua beleza pela reação
que causa nas pessoas?
KARENINE FERNANDES: Já. Eu tenho vontade
de ser mais irreverente do que costumo ser, porém eu
me recato para não causar reações adversas,
não causar inveja, mas às vezes eu não
consigo.
AZOUGUE:
Em que ano você acha que a sua carreira profissional deslanchou?
KARENINE FERNANDES: Acho que não teve
um ano. Durante esses cinco anos de trabalho na área
de comunicação eu só tenho a agradecer.
Eu comecei semanalmente no jornal O Mossoroense, quando a coluna
passaria a ser diária eu fui para o Diário de
Natal. Já foi um grande pulo. Passei 2 anos neste jornal.
Após minha saída anunciei a Mossoró inteira
que faria parte dos quadros do Jornal de Mossoró, sabendo
em off que este seria vespertino diário. Passei também
a integrar os quadros da 95 FM (rádio Abolição)
fazendo um quadro social na rádio, pois ela estava se
instalando na cidade. Sempre acredito nos projetos que participo.
Na época em que saí do Diário para o Jornal
de Mossoró as pessoas olhavam para mim e perguntavam
como eu troquei um jornal da capital para escrever para um semanal
no interior e teve até gente que deixou de anunciar comigo
por isso. Mas eu acreditei no meu nome, no meu profissionalismo
que estes não iriam diminuir.
AZOUGUE:
Você foi mãe muito cedo. Isso causou mudanças
bruscas na sua vida? Teve alguma coisa que doeu, que lhe magoou?
KARENINE FERNANDES: Bem, fui mãe aos
dezoito anos. Minha filha já está perto dos 11
anos, uma mocinha. Eu lembro que as pessoas olhavam pra mim
e diziam como é que uma criança vai cuidar de
outra? Eu era muito imatura, menina demais. Comecei a namorar
o pai de Renatinha com 13 anos e aos 18 fui mãe. Fui
muito presa pela minha família. Minha mãe dizia
que eu só sairia de casa aos 15 anos. Apesar disso e
das dificuldades eu sempre incorporei os meus personagens. Cuidei
sempre dela. Não queria que minha filha chamasse minha
mãe de mãe e eu de tia. Eu disse que eu ia ser
mãe de coração e cada um da minha família
iria ter seu papel. Essa situação foi uma coisa
que me amadureceu muito, passei a pensar não só
por mim, mas também por outra pessoa, a responsabilidade
que eu tinha como mãe, que ela crescesse. Mas tem algo
que eu gostaria de destacar. Quando eu fui fazer a matrícula
da minha filha, na hora de preencher a ficha tinha a pergunta
escolaridade. Segundo grau completo. Aquilo me doeu, aquilo
me fez ir buscar eu queria colocar não só na ficha
da matrícula, mas em qualquer lugar que a mãe
dela tinha conhecimento, tinha capacidade de dar as coisas para
ela, não só o pai, eu também.
AZOUGUE:
Os ensinamentos que sua mãe lhe passou você absorveu?
Acha que Renata vai absorver também?
KARENINE FERNANDES: Educação
não é receita de bolo. Apesar de eu ter dito que
fui danada, foi no sentido que era impetuosa, lutava para conseguir
o que eu queria. Mas embora tenha essa cara e esse ímpeto
sempre fui muito pacata. Minha mãe me deu uma educação
muito plena, embora ela tenha me prendido, repreendido, ela
me mostrava às coisas da real forma. Uma coisa que aprendi
com ela e ensino à minha filha é que é
melhor eu dizer não a ela do que a vida lhe dizer não,
porque eu estou dizendo o não do amor para que ela não
se fira, para que ela tenha responsabilidade. Procuro educar
de uma forma que ela saiba o que é certo e o que é
errado, tenha responsabilidade, cresça como pessoa, que
não seja só dez na escola, mas que seja dez na
vida. Educação é você saber aparar
os erros e aprender com eles.
AZOUGUE:
As pessoas rotulam muito as outras. Às vezes acham que
mulher sendo bonita e ainda colunista social quer somente aparecer.
Gostaria de saber sua opinião sobre isso?
KARENINE FERNANDES: Essa rotulação
à pessoa que eu sou, ao colunista social e a outras pessoas
considero um fato natural, porque estamos na mídia e
a tendência é que se fale, que se badale mais.
Na verdade, isso existe em qualquer lugar, existe o bom e o
mau profissional em qualquer categoria, em qualquer lugar do
mundo. Eu nem ligo mais porque eu não quero mostrar,
eu quero ser, não pro outro, mas primeiro pra mim. Pouco
importa o que falam. Eu digo muito que enquanto falam eu trabalho.
Quem sai ganhando sou eu.
AZOUGUE:
Colunismo social é...
KARENINE FERNANDES: Um meio de comunicação
muito positivo, realista, extremamente necessário, eficaz.
As pessoas respondem sim, têm medo sim, mas que precisam
se profissionalizar mais, precisam ter mais ética, competência
profissional de uma forma geral.
AZOUGUE:
Karenine Fernandes tem superstição?
KARENINE FERNANDES: Tem sim. Às vezes
eu penso que não acredito, mas lembro que tem muitos
anos que não há ninguém que me faça
vestir preto para começar a semana. Preto é uma
cor pesada. Temos que começar a semana suavemente. Ana
Paula de Mendonça que é minha produtora queria
entrar o ano de preto. Mas este ano ela entrou de branco, consegui
convencê-la. Digo às pessoas para fecharem os olhos
e entrarem numa sala com as paredes pretas e abrir os olhos
lá dentro. Depois peço para entrar numa sala com
as paredes brancas, abrir os olhos lá e ao sair pergunto
qual a sala que mais gostou, que mais se sentiu bem. A maioria
responde que na branca. Esse é o poder das cores.
AZOUGUE:
Acredita em zodíaco?
KARENINE FERNANDES: De vez em quando. Tem dia
que eu leio, combina, eu fico acreditando. Quando não
bate, eu não acredito. Gosto de ler. Acho interessante.
AZOUGUE: A maioria das mulheres gosta de novela, pelo
menos uma vez ou outra você assiste?
KARENINE FERNANDES: Eu gosto muito, pena que
não posso assistir. Porém não assisto muito,
às vezes passo semanas sem ligar a televisão.
Escuto televisão, acho que por isso eu combino com rádio.
Mas adoro uma novela quando eu posso acompanhar.
AZOUGUE:
E rádio, é paixão, é vício,
é vírus?
KARENINE FERNANDES: Paixão, vício,
vírus, amor, entusiasmo. É incrível como
eu me apaixonei. Eu estando doente faço, fico boa. Triste
eu venho faço, fico alegre. É uma coisa muito
contagiante, sou apaixonada em fazer, até pelo poder
que ele tem de transformar a vida das pessoas pela mensagem
que meu programa passa, pela transformação que
eu já vi na vida de outras pessoas. Digo que estou cumprindo
minha missão. Isso me fascina.
AZOUGUE:
E a sua lipoaspiração?! Todo mundo tem curiosidade
em saber se dói, se é ruim ficar com uma cinta
o tempo inteiro. Muita gente fez e gostou. Outras tiveram problemas.
Karenine depois da lipo é outra mulher?
KARENINE FERNANDES: Você perguntou a
uma pessoa que entende bastante do assunto. Eu fiz lipo há
quatro anos, com um grande profissional, doutor Martins. Fiquei
satisfeita, feliz. Foi bacana, não doeu muito, acho que
é porque não sou muito manhosa. A cinta é
incômoda, mas nada demais, porém é preciso
repouso. E vou lhe contar uma curiosidade íntima, passei
já por três cirurgias na mama. Quando eu tinha
15 anos era muito magra, tanto que meu apelido era Olívia
Palito e minha mama era muito volumosa. Não me sentia
bem. Tive problema na coluna de tanto que eu escondia a mama.
‘Caninguei’ lá em casa até conseguir
uma cirurgia plástica que há 14 anos era raro.
Fiz. Na época a cirurgia era diferente de hoje e foram
mais de 300 pontos, dava até para contar porque eles
eram externos. Mas tenho quelóide (neoformação
que, sem constituir um verdadeiro tumor, se assemelha a tal,
e se origina, habitualmente, em cicatriz de pele, seguindo-se
muitas vezes a intervenções cirúrgicas,
e tendendo à recidiva, quando extirpada) ficou muito
feia a cicatriz e me submeti a uma nova intervenção
cirúrgica. No início de 2005 resolvi que iria
fazer outra cirurgia plástica, fiz e repousei muito.
Porém não deu certo. E este ano vou fazer de novo,
claro, com toda cautela. O que digo para quem quer fazer cirurgia
plástica é que tome cuidado, escolha um bom médico
e cobre do seu profissional. Enquanto eu tiver dinheiro eu peço
para esticar aqui, puxar ali, mas tudo dentro da minha idade.
Quero chegar aos 60 anos bem enxutinha.
AZOUGUE:
Amigos. Como definir os seus e quais os pré-requisitos
para ser amigo de Karenine?
KARENINE FERNANDES: Apesar de eu ser expansiva,
sou muito pacata em relação à amizade.
As minhas grandes amigas têm anos de estrada. Eu tenha
amizade de quase vinte anos. Aprendi o que era isso muito cedo,
porque perdi uma grande amiga aos doze anos. Amiga de infância,
de colégio, amiga de tudo. A perda dela foi uma das maiores
dores que eu tive na minha vida e não quero sentir outra.
O nome dela era Gabriella, por isso coloquei o nome da minha
filha Renata Gabriella. Sei um pouquinho o que é amizade.
Lealdade, sinceridade são pontos essenciais numa amizade.
Minhas amigas dizem mesmo que quando eu erro eu recebo de coração,
mesmo que me doa. Não gostou diga a mim, não aos
outros. Eu digo que sem um grande amor até que eu estou
vivendo, mas sem as grandes amizades não dá.
AZOUGUE:
Sonhos para 2006.
KARENINE FERNANDES: Todos os sonhos, metas,
programas, começam no primeiro dia do ano meu. Em janeiro
começo a fazer um curso de neurolingüística,
fora de Mossoró. Meu site (www.kareninefernandes.com)
está cheio de novidades e será alavancado pela
equipe que está comigo. Os competentes Ana Paula de Mendonça,
Nilton César, Paulo Freire de Natal e eles fecharam 2006
como fizeram em 2005, com chave de ouro. Farei pós-graduação,
outra faculdade para melhor me qualificar, principalmente na
área de rádio.
AZOUGUE:
O corre-corre é intenso, a vida muito atarefada.Você
tem tempo para Deus?
KARENINE FERNANDES: Deus acima de qualquer
coisa. Às vezes quando eu estou com raiva eu ponho a
cabeça para fora do carro e grito: Ei! Você é
meu pai e eu sou sua filha querida. Olhe, eu tô aqui abandonada.
Converso muito com Ele. Peço sempre que se for o melhor
pra mim, que aconteça, senão me dê forças
para eu seguir por cima de pau e pedra. Tenho meus momentos
de reflexão e agradeço a Ele. Ter uma família
em paz, um trabalho em paz, saúde para lutar isso é
felicidade.
AZOUGUE:
Deixe uma mensagem para os leitores do azougue.com
KARENINE FERNANDES: Bem, o site é irreverente,
começando pelo ‘homem dos tamancos’ (Caby
da Costa Lima), pois assim eu o chamo até pela benquerença
que meu pai tem por ele. Caby é autêntico e isso
é importante, ser aquilo que você é. E os
meios, as circunstâncias lhe transformam, mas não
devem lhe mudar. O azougue é isso, inteligência.
Eu considero Caby um homem inteligente, até mesmo pelas
pessoas que ele contrata para trabalhar com ele, pessoas como
você, Aline. Sou admiradora sua. Tenho acompanhado o azougue
desde o seu surgimento e espero que ele assim como o kareninefernandes.com
cresçam em 2006.
karenine@kareninefernandes.com
FOTOS:
NILTON CÉSAR
aline@azougue.com
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