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DINARTE
JÚNIOR
O
nosso entrevistado, o professor Dinarte Xavier Soares Júnior,
filho do senhor Dinarte Xavier Soares e dona Terezinha Soares,
nasceu em Natal, migrou para os Estados Unidos com um ano de
idade e retornou ao Brasil aos 14 anos passando a residir na
cidade de São Paulo. Aos dezesseis retornou a Natal e
aos dezoito passou a residir em Mossoró. Casado com a
sra. Ilma Lima Soares, pai dos jovens Michele e Rafael e complementando
a família a netinha Luara. Chegou bastante jovem nesta
cidade onde construiu sua vida profissional com responsabilidade,
dinamismo e competência. Ao lado de sua esposa, a dinâmica
professora Ilma Lima, mantém com sucesso a mais antiga
e respeitada Escola de Inglês da cidade - Escolas FISK.
Atualmente tem também a franquia de Natal e com possibilidades
de agregar franquias da cidade do Recife. Nesta entrevista,
fala sobre sua vida pessoal, administrativa e política
de forma simples e objetiva. Conheça um pouco mais da
vida deste
Cidadão Mossoroense, por título e por convicção,
que demonstra muita gratidão por Mossoró, e muito
contribuiu para o desenvolvimento educacional, empresarial,
e da sociedade em geral, de Mossoró e do Estado. Com
vocês,
Dinarte Júnior ou Júnior do FISK, como queiram...
Azougue:
Fale aos internautas do azougue de sua trajetória antes
de chegar a Mossoró.
Dinarte:
Nasci em Natal, e com apenas um ano meus pais foram morar nos
EEUU. Ficamos por lá durante 13 anos e retornamos para
morar em São Paulo, onde
moramos dois anos e meio. Em chegando lá fui estudar
no "Makenzie", não foi uma fase muito boa,
pois a cidade muito grande, quase sem amigos, ainda mais eu
praticamente analfabeto, porque falava o português ruim
e não sabia ler nem escrever. Meu inicio nos estudos
foram em inglês e o português que aprendi foi de
ouvir meus pais conversarem em casa.
Azougue:
O que os levou aos EEUU?
Dinarte
- A irmã mais velha de minha mãe casou-se com
um americano no período da Segunda Guerra Mundial. Minha
avó já era viúva e a acompanhou..., depois
minha tia foi chamando as outras irmãs..., lá
era muito bom, foi assim que chegamos lá. Ainda hoje
existe uma delas que mora em Washington.
Azougue: Em São Paulo, qual era a atividade de
seu pai?
Dinarte:
Ele tinha uma indústria de malhas, no Bom Retiro. Depois
de dois anos, começou achar a vida de São Paulo
muito agitada, três filhos jovens aí ele resolveu
retornar a Natal onde tinha familiares.
Azougue:
E, em Natal?...
Dinarte:
Chegando a Natal, seu Dinarte entrou num ramo diferente. Montou
um restaurante. O Restaurante SARAVÁ, ali na Praia do
Meio, que na época fazia
bastante sucesso. Até hoje encontro pessoas que relembram
das noitadas com João de Orestes no SARAVÁ. E,
interessante, que o SARAVÁ, parece que só dava
certo com ele. Uma vez, foi vendido ao pessoal da Brahma, que
não se deu bem e o revendeu. Ele retomou e o SARAVÁ
voltou a fazer sucesso por alguns anos.
Azougue:
Que lembranças você guarda da sua adolescência
em Natal?
Dinarte:
Lembro bastante do Clube do América. Meu pai era vice-presidente
na gestão de dr. José Rocha, hoje desembargador
José Rocha, e naquela oportunidade o clube social era
muito ativo. Nós vivíamos no clube nas
piscinas, nas festas e nos preparávamos para os dias
de jogos. Bons embates com o rival ABC, onde existia mais fervor,
a cidade ficava vermelha e preta nos dias de jogos.
Azougue:
Indo para o lado afetivo... Você já convive com
Ilma Lima trinta anos. Companheira no lar e parceira no trabalho.
Como foi o início deste
relacionamento?
Dinarte:
Nós nos conhecemos no dentista. Ela estava se preparando
para ir passar um ano nos EEUU, eu falei um pouco das coisas
de lá, e ela viajou. Durante esse período não
mantivemos contato. Quando ela retornou, nos encontramos em
uma festa em Natal, colocamos o papo em dia..., aí ela
me pediu em namoro...
(risos)
Azougue:
Ilma aqui ao lado não confirma... Ela me pediu em casamento
também... (risos)
Azougue:
Daí para o casório foi rápido, não...?
Dinarte:
Foi! Casamos e vivemos até hoje, diria que muito bem.
E, como frutos dessa união nasceram dois filhos maravilhosos,
são mossoroenses: Michele é
psicóloga e está casada com um francês morando
em Lion; e o Rafael formado em Direito e que me deu uma Netinha
(na foto) de nome Luara, continua morando em Mossoró.
Azougue:
Por que, depois do casamento, vocês vieram para Mossoró?
Dinarte:
Naquele momento nosso forte era o Inglês. Minha Irmã,
Margareth, tinha uma franquia das Escolas FISK em Natal e aí
pensamos porque não uma Escola
de Inglês em Mossoró, já que a cidade despontava
como progressista e começava a crescer?... Apostamos
e deu certo.
Azougue:
E, aí nasceu o FISK Mossoró?
Dinarte:
É sim, tivemos a facilidade do aval de Margareth, o FISK
era uma franquia em expansão, já tinha cerca de
cento e cinqüenta 'franquiados` por
todo Brasil e que hoje são mais de mil. Algumas pessoas
não sabem, mas as Escolas FISK são genuinamente
brasileiras, porém existem franquias em outros países
tais como Japão e quase toda a América do Sul.
Azougue:
Então, parece que o início não foi tão
difícil assim...?
Dinarte:
Não... não é verdade! Foi uma tarefa difícil
e nesse período de implantação gostaria
de ressaltar o apoio que nos foi dado por dois homens públicos
daquela época a quem somos e seremos sempre gratos. Estou
falando do ex-prefeito João Newton da Escóssia
e do ex-reitor da Uern, prof. Laplace Rosado Coelho, pessoas
que temos o maior apreço e que foram muito importantes
na cessão de espaço físico e também
do incentivo para que o empreendimento desse certo. Aos dois
meu sempre muito obrigado.
Azougue:
Vocês chegaram a Mossoró, para montar o FISK, com
apenas 18 anos. Se hoje tivesse 18 anos, você teria coragem
de reviver essa trajetória?
Dinarte:
Não... (risos),... Não! Era muito difícil
dar certo.
Azougue:
E manter em evidência uma escola por trinta anos?
Dinarte:
Um jornalista amigo meu lembrou outro dia que somos a escola
pioneira no ensino do Inglês em Mossoró e também
a que permanece há mais tempo mantendo-se com um serviço
de qualidade e moderno. Modestamente concordo com ele..., porém
isso nos impõe uma dedicação muito grande,
em momento algum podemos nos deixar acomodar e sempre buscamos
o que existe de melhor e mais moderno para que a escola seja
atual e eficiente. Até porque se não fosse assim,
ela não teria sobreviria nem quinze anos.
Azougue:
O tempo de atuação, as boas avaliações
feita pela direção nacional trazem algum privilégio
ou vantagem para O FISK- RN?
Dinarte:
Veja bem, das mais de mil franquias existentes no Brasil, nós
estamos entre as dez maiores, somos Top Ten. Esse ranking é
estabelecido pela diretiva nacional em função
do desempenho de cada franquia. Nas convenções
anuais, esses são convocados a compor a mesa dos debates
para expor suas experiências para os mais novos e difundir
novas idéias para melhorias de toda organização.
Fazemos partes dos dez mais, há cerca de seis anos, e
temos muito orgulho disso. Inclusive, a próxima convenção
acontecerá na Costa do Sauípe, na Bahia. Na oportunidade
da escolha, defendi que Natal
fosse à sede, mas fui voto vencido.
Azougue:
Escola FISK de Mossoró absorveu a Escola FISK de Natal,
fale sobre isso?
Dinarte:
A franquia de Natal pertencia a minha irmã Margareth,
que por motivos particulares precisou ir morar em Portugal.
Ela me ofereceu, eu relutei um pouco, pois estava muito bem
em Mossoró, e há muito tempo afastado de Natal.
Levando em consideração que a Escola de Natal
era mais difícil de administrar, pelo tamanho e pela
forte concorrência naquela época. Consultei alguns
amigos, minha parceira Ilma e as palavras foram de incentivo
a aceitar o desafio. Antes de tomar a decisão recebi
uma ligação de Mr. FISK, que foi fundamental,
dizendo que gostaria muito que eu assumisse. Foi um apelo decisivo.
Inclusive, recentemente, me foi oferecido franquias em Recife.
Logo que cheguei em Natal inovei colocando uma Escola em um
shopping. Começamos no Praia Shopping e por necessidade
de maior espaço fomos para o Shopping Via Direta, onde
permanece até hoje e é sem dúvida nossa
Escola de maior sucesso. Hoje essa idéia é utilizada
por outras escolas.
Azougue:
30 anos e muita gente passou pelo FISK. Você pode citar
alguns?
Dinarte:
É, muita gente boa foi aluno do FISK. Hoje vários
alunos são de nível superior. Há juízes,
deputados, promotores, médicos, professores, empresários...,
entre outros. Mas, o melhor é que nós temos recebido
filhos
e netos dessas pessoas, o que nos dar a certeza que desempenhamos
muito bem o nosso papel. Poderia citar como exemplo, sem desmerecer
os demais, o casal
Dr. Rosado Cantídio e dona Marta foram alunos nossos
e também seus filhos e netos.
Azougue:
Todos os anos vocês comemoram o aniversário da
Escola. Pra vocês cada ano significa mais uma vitória?
Dinarte:
Eu diria mais uma batalha vencida. Também não
deixa de ser um trabalho de marketing. Nessa data sempre aproveitamos
para homenagear e demonstrar
gratidão às pessoas que contribuíram positivamente
com a Escola. Veja... Não é fácil atingir
trinta anos com qualidade, tradição e modernidade.
O padrão nacional FISK exige isso e fazemos questão
de corresponder.
Azougue:
O FISK não atua só com a clientela escolar. Que
parcerias foram feitas com outros setores da sociedade?
Dinarte:
Também aqui fomos pioneiros. Já fizemos e fazemos
curso para várias empresas, trabalhamos de forma direta
com grupos de executivos e firmamos
alguns convênios com universidades. Atualmente temos convênios
com a UnP, UFRN, Uern, Ufersa e chegamos a essa condição
adaptando o nosso método com a
realidade de cada área dos cursos dessas instituições.
Nós temos cursos de INGLÊS e ESPANHOL para área
biomédica, jurídica, administração,
tecnologia, entre outras.
Azougue:
O tempo é implacável. O trabalho desenvolvido
por você e Ilma é elogiável sobre todos
os aspectos. Em certo tempo virá a necessidade de reposição
de peça. Michele está muito bem na França,...
E aí será Rafael o sucessor?
Dinarte:
Não, não... Rafael nos ajuda bastante, mas percebemos
que não é isso que ele quer. O negócio
dele é com a área jurídica. Ele é
advogado, quer ser
promotor... E, estou pensando que vai ser Luara, minha neta...
(risos). Na minha visão não crescemos mais por
não ter, até então, encontrado pessoas
com perfil de administrar com a dedicação que
eu e Ilma tivemos até agora. Veja, no próximo
ano pretendemos colocar uma Escola na Zona Norte de Natal. Já
estou imaginando a minha carga de trabalho. Este ano estive
em São Paulo,
e novamente, Mr. FISK me perguntou, quando é que você
vai para Recife? Respondi que não estava em condições
no momento, exatamente por esse
problema.
Azougue:
Fale da importância de dona Ilma na Escola FISK?
Dinarte:
Ela sempre foi o meu braço direito e sempre será.
É pessoa extremamente dedicada, incansável e eficiente
no trabalho. Tem a função de diretora, mas atua
como professora, administradora e faz tudo com muita responsabilidade.
É a melhor funcionária que eu tenho... (risos).
Azougue:
E na política? Você sempre nos bastidores, nunca
pensou em concorrer a cargo eletivo?
Dinarte:
Na política o importante é ser amigo do rei...
Ser o rei já é ruim... (risos). Eu sempre me envolvo
em política, muito mais por amizades do que pela pretensão
de participação efetiva. Na última gestão
de dr. Dix-huit eu estive à frente da Secretaria de Turismo
onde iniciei dois projetos que até hoje vigoram: O Projeto
Costa Branca que propõe integrar as praias das cidades
de Areia Branca e Tibau, buscando incrementar o turismo daquela
região. O outro foi a Feira Nacional de Fruticultura,
FENAFRUIT, iniciada na Esam, e que hoje continua com o nome
de EXPOFRUIT. Aliás, agora essa feira retornou para dentro
da Ufersa de onde não deveria ter saído. Na política
partidária sempre estive ao lado de Frederico, meu amigo,
tivemos alegrias e desilusões, ele certo dia pediu minha
opinião se deveria continuar, ou não, na política.
Eu disse que não, ele acatou e acho que está bem
melhor do que antes. Mossoró vivenciou uma época
em que o acirramento político atrapalhou muito o crescimento
da cidade, hoje observo que mudou, que deixaram "as políticas"
mais de lado e foram buscar o crescimento. Mossoró está
mais bonita, se desenvolvendo, crescendo muito com a chegada
de shopping, universidades particulares, distrito industrial,
crescimento vertical. Na área de turismo, temos eventos
com destaques nacionais, infelizmente essa questão do
aeroporto, para se ter vôos regulares, é um entrave
que espero seja solucionado pelos poderes municipal e estadual,
em breve tempo.
Azougue:
Se convidado fosse, voltaria assumir um cargo público?
Dinarte:
Meu tempo hoje é muito importante para o nosso empreendimento.
Mas nunca devemos dizer não sem uma boa avaliação.
E também é importante ressaltar que eu devo muito
a Mossoró. Uma cidade que me acolheu de braços
abertos, sou Cidadão Mossoroense com muito orgulho. Foi
aqui que geramos nossa família,
meus filhos e minha neta são mossoroenses, foi aqui onde
começou meu sucesso empresarial, é aqui onde estão
meus melhores amigos, etc. Claro que essas
coisas precisam ser medidas e levadas em consideração
antes de se tomar uma decisão.
Azougue: Você sempre falou muito bem de Mossoró.
Tem alguma mágoa, decepção?
Dinarte:
Com a cidade não. Eu sou devedor a Mossoró e sempre
lhe serei grato. Naturalmente, no campo pessoal, pelo envolvimento
com a política, aqui acolá um entrevero uma desentendimento
qualquer, mas tudo coisa superada sem problemas.
Azougue: Algum plano para o futuro da Escola FISK em
Mossoró?
Dinarte:
Sim, conversei com Ilma semana passada e decidimos que vamos
construir uma nova sede em breve. Será uma Escola moderna,
que preservará a qualidade
e tradição. Sempre que viajo, EEUU, França,
Caribe, América do Sul fico observando as inovações,
as novidades no nosso ramo e tento, na medida do
possível, para incrementar na nossa Escola. Ainda tenho
o sonho de um dia criar uma Escola de 1º. e 2º. graus,
em Natal ou Mossoró, que funcione em tempo integral.
Azougue:
Dinarte Júnior, nós do azougue agradecemos a gentileza
e solicitamos suas considerações finais...
Dinarte:
Agradecer a todos aqueles que contribuíram para o sucesso
das Escolas FISK Mossoró/Natal e a vocês do site
azougue.com pela oportunidade de falar
de mim e do FISK.
dinartejunior@hotmail.com
alcindo@ufersa.edu.br
Obs)
A entrevista foi produzida pelo professor da Ufersa e comentarista
esportivo, Alcindo Júnior.
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