Mossoró-RN, de 2008
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JORGE NEY

Numa turma que contava com Paulo e Armando Negreiros, Silvio Mendes Júnior, Tarcílio Viana Dutra Júnior, Raimundo Dutra, Williams Carvalho. Foram 22 anos iniciando na condição de escriturário, depois caixa executivo, substituto. Se você está querendo saber se existia muita característica entre eu e Pelé. . O meu comportamento é o mesmo, sempre seguindo as raízes do seu Décio e D. Silvia, de tratar com muito respeito o próximo, independentemente da sua condição social.

Azougue – Vamos começar falando sobre A Magestosa. Quem a criou e por que esse batismo?

Jorge Ney Barbosa – Ela foi fundada pelo meu pai, senhor Décio Barbosa, no mês de agosto de 1940, estamos então bem próximos do seu 68º aniversário e o nome foi transposto de uma loja no Rio de Janeiro. Ele entendeu ser por demais simpática essa denominação e não hesitou no registro.

Azougue – Com o nascimento de A Magestosa, também veio o seu primeiro emprego?

Jorge Ney Barbosa – Foi a minha primeira experiência de trabalho e, por coincidência, depois de ocupar outros espaços profissionais, já de um tempo que tenho o que posso considerar de meu porto-seguro no mesmo endereço. Na época eu tinha aproximados 12 anos, estudava pela manhã no Colégio Diocesano Santa Luzia e à tarde o seu Décio me mandava ir ao Correio, fazer algum pagamento em banco, fazer algumas cobranças e etc.

Azougue – Aluno bagunceiro passando pelas ameaças do cinturão de padre Sátiro, ou um menino quieto?

Jorge Ney Barbosa – Posso lhe garantir que eu não era o grande destaque da sadia molecagem, numa turma que contava com Paulo e Armando Negreiros, Silvio Mendes Júnior, Tarcílio Viana Dutra Júnior, Raimundo Dutra, Williams Carvalho, entre outros. Padre Sátiro era o diretor e o seu vice, também na época, padre Alcir Leopoldo. O aluno quando ultrapassava os limites, aí vinham os corretivos com direito a suspensão e tudo mais. Olha, amigo (risos), escreveu não leu com o grande padre Sátiro, no mínimo, o carão comia e era carão pra ninguém botar defeito.

Azougue – Quando se deu a abertura para o espaço profissional?

Jorge Ney Barbosa – O interessante é que quando comentam o nome de Jorge Ney falam logo o da Caixa, só que bem antes, em 1968, eu fui aprovado em um concurso promovido pelo INPS, assumi em 1970, tendo trabalhado até outubro de 1974. Neste ínterim, eu também fui aprovado em concursos da Caixa Econômica e Banco do Brasil, tendo saído primeiro a minha nomeação para a CEF e logo após a do BB, só que preferi permanecer onde já me encontrava. Paralelamente, eu cursava economia e só deixei a sala de aula com o devido canudo na mão.

Azougue – Na época, a agência da Caixa em Mossoró era considerada de pequeno porte?

Jorge Ney Barbosa – Sim, e a prova maior era o seu número de funcionários, que tinha Roberto Ávilla como gerente, desde a sua implantação em 1973, além de Joana D’arc Carvalho Rodrigues, José Maria Albuquerque e Dorgival de Sousa. A agência localizava-se no cruzamento da praça, Getúlio Vargas com a rua Dr. Antonio de Sousa.

Azougue – Na CEF, então a sua grande identidade profissional?

Jorge Ney Barbosa – Sem dúvidas, o que muito me honra. Foram 22 anos iniciando na condição de escriturário, depois caixa executivo, substituto de gerente adjunto, gerente adjunto e posteriormente gerente geral da unidade de Mossoró.

Azougue – Você foi então o primeiro mossoroense a assumir a gerência da Caixa em Mossoró?

Jorge Ney Barbosa – Analisando “o mossoroense” na sua essência sim. Dorgival de Sousa, de há muito que morava na nossa terrinha, mas na verdade ele nasceu no estado da Paraíba e com a sua promoção para Natal fui efetivado no cargo.

Azougue – Antigamente ser aprovado em um concurso de um banco federal era uma das prioridades de todo estudante. Hoje não se observa mais essa aptidão. O que mudou?

Jorge Ney Barbosa – Eu entendo que com o passar do tempo houve um achatamento dos salários, bem como novas oportunidades profissionais ao longo do tempo foram surgindo. Veja que contávamos apenas com a FURRN, e hoje Mossoró tem várias faculdades com muitos cursos. São novos caminhos, novas opções que se abriram e são conquistadas pela nossa juventude, aliado a um desenvolvimento sustentável de Mossoró e região.

Azougue – Você aposentou-se muito jovem ainda. Foi difícil conviver com a situação?

Jorge Ney Barbosa – Com certeza teria sido se eu também tivesse resolvido, como se diz na gíria, pendurar as chuteiras, o que na verdade não aconteceu. O que ocorreu é que eu já tinha 33 anos de tempo de serviço, uma vez que, como frisei anteriormente, comecei a trabalhar muito jovem. Eu já tinha me programado para a chegada da aposentadoria, daí não ter estranhado essa nova situação. Agora que faz falta o contato diário com os colegas, clientes e amigos, o que muito existia na Caixa, isso realmente faz.

Azougue – Saindo desse aspecto, essas fotos que vejo você uniformizado na condição de jogador de futebol, significa uma possível frustração profissional?

Jorge Ney Barbosa – Se você está querendo saber se existia muita característica entre eu e Pelé, lhe afirmo que não, porém (risos) com Zico, Maradona, Romário até que é possível. Essa minha queda pela bola iniciou-se no Colégio Diocesano, tendo como mestre na educação física o professor Evilásio Leão, isso lá pelo ano 1962, e depois nos torneios da Faculdade de Economia e também no time da CEF, ao lado de Jaomar e outros companheiros.

Azougue – E, como é o Jorge Ney Barbosa empresário?

Jorge Ney Barbosa – A experiência que eu adquiri ao longo dos 22 anos da Caixa me permitiu abrir no ano 1997 uma empresa denominada de Cash Factoring, que conta com um conceituado número de clientes. O meu comportamento é o mesmo, sempre seguindo as raízes do seu Décio e D. Silvia, de tratar com muito respeito o próximo, independentemente da sua condição social.

Azougue – O nosso melhor muito obrigado pela entrevista.

Jorge Ney Barbosa – Eu entendo que o azougue.com é uma mania internacional de todos os mossoroenses, haja vista o seu grande número de internautas espalhados pelo mundo e, com muito prazer, faço parte desse seu universo. Obrigado, digo eu.

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caby@azougue.com




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