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JORGE
NEY
Numa turma
que contava com Paulo e Armando Negreiros, Silvio Mendes
Júnior, Tarcílio Viana Dutra Júnior,
Raimundo Dutra, Williams Carvalho. Foram 22 anos iniciando
na condição de escriturário, depois caixa
executivo, substituto. Se você está querendo saber
se existia muita característica entre eu e Pelé.
. O meu comportamento é o mesmo, sempre seguindo as
raízes do seu Décio e D. Silvia, de tratar com
muito respeito o próximo, independentemente da sua condição
social.
Azougue – Vamos começar
falando sobre A Magestosa. Quem a criou e por que esse batismo? Jorge
Ney Barbosa – Ela foi fundada pelo meu pai, senhor
Décio Barbosa, no mês de agosto de 1940, estamos
então bem próximos do seu 68º aniversário
e o nome foi transposto de uma loja no Rio de Janeiro. Ele
entendeu ser por demais simpática essa denominação
e não hesitou no registro.
Azougue – Com o nascimento de A Magestosa, também
veio o seu primeiro emprego?
Jorge
Ney Barbosa – Foi a minha primeira experiência
de trabalho e, por coincidência, depois de ocupar outros
espaços profissionais, já de um tempo que tenho
o que posso considerar de meu porto-seguro no mesmo endereço.
Na época eu tinha aproximados 12 anos, estudava pela
manhã no Colégio Diocesano Santa Luzia e à tarde
o seu Décio me mandava ir ao Correio, fazer algum pagamento
em banco, fazer algumas cobranças e etc.
Azougue – Aluno bagunceiro passando pelas ameaças
do cinturão de padre Sátiro, ou um menino quieto?
Jorge
Ney Barbosa – Posso lhe garantir que eu não
era o grande destaque da sadia molecagem, numa turma que contava
com Paulo e Armando Negreiros, Silvio Mendes Júnior,
Tarcílio Viana Dutra Júnior, Raimundo Dutra,
Williams Carvalho, entre outros. Padre Sátiro era o
diretor e o seu vice, também na época, padre
Alcir Leopoldo. O aluno quando ultrapassava os limites, aí vinham
os corretivos com direito a suspensão e tudo mais. Olha,
amigo (risos), escreveu não leu com o grande padre Sátiro,
no mínimo, o carão comia e era carão pra
ninguém botar defeito.
Azougue – Quando se deu a abertura para o espaço
profissional?
Jorge
Ney Barbosa – O interessante é que quando
comentam o nome de Jorge Ney falam logo o da Caixa, só que
bem antes, em 1968, eu fui aprovado em um concurso promovido
pelo INPS, assumi em 1970, tendo trabalhado até outubro
de 1974. Neste ínterim, eu também fui aprovado
em concursos da Caixa Econômica e Banco do Brasil, tendo
saído primeiro a minha nomeação para a
CEF e logo após a do BB, só que preferi permanecer
onde já me encontrava. Paralelamente, eu cursava economia
e só deixei a sala de aula com o devido canudo na mão.
Azougue – Na época, a agência da Caixa
em Mossoró era considerada de pequeno porte?
Jorge
Ney Barbosa – Sim, e a prova maior era o seu número
de funcionários, que tinha Roberto Ávilla como
gerente, desde a sua implantação em 1973, além
de Joana D’arc Carvalho Rodrigues, José Maria
Albuquerque e Dorgival de Sousa. A agência localizava-se
no cruzamento da praça, Getúlio Vargas com a
rua Dr. Antonio de Sousa.
Azougue – Na CEF, então
a sua grande identidade profissional?
Jorge
Ney Barbosa – Sem dúvidas, o que muito me
honra. Foram 22 anos iniciando na condição de
escriturário, depois caixa executivo, substituto de
gerente adjunto, gerente adjunto e posteriormente gerente geral
da unidade de Mossoró. Azougue – Você foi então o primeiro mossoroense
a assumir a gerência da Caixa em Mossoró?
Jorge
Ney Barbosa – Analisando “o mossoroense” na
sua essência sim. Dorgival de Sousa, de há muito
que morava na nossa terrinha, mas na verdade ele nasceu no
estado da Paraíba e com a sua promoção
para Natal fui efetivado no cargo.
Azougue – Antigamente ser aprovado em um concurso de
um banco federal era uma das prioridades de todo estudante.
Hoje não se observa mais essa aptidão. O que
mudou?
Jorge
Ney Barbosa – Eu entendo que com o passar do tempo
houve um achatamento dos salários, bem como novas oportunidades
profissionais ao longo do tempo foram surgindo. Veja que contávamos
apenas com a FURRN, e hoje Mossoró tem várias
faculdades com muitos cursos. São novos caminhos, novas
opções que se abriram e são conquistadas
pela nossa juventude, aliado a um desenvolvimento sustentável
de Mossoró e região.
Azougue – Você aposentou-se muito jovem ainda.
Foi difícil conviver com a situação?
Jorge
Ney Barbosa – Com certeza teria sido se eu também
tivesse resolvido, como se diz na gíria, pendurar as
chuteiras, o que na verdade não aconteceu. O que ocorreu é que
eu já tinha 33 anos de tempo de serviço, uma
vez que, como frisei anteriormente, comecei a trabalhar muito
jovem. Eu já tinha me programado para a chegada da aposentadoria,
daí não ter estranhado essa nova situação.
Agora que faz falta o contato diário com os colegas,
clientes e amigos, o que muito existia na Caixa, isso realmente
faz.
Azougue – Saindo desse aspecto, essas fotos que vejo
você uniformizado na condição de jogador
de futebol, significa uma possível frustração
profissional?
Jorge
Ney Barbosa – Se você está querendo
saber se existia muita característica entre eu e Pelé,
lhe afirmo que não, porém (risos) com Zico, Maradona,
Romário até que é possível. Essa
minha queda pela bola iniciou-se no Colégio Diocesano,
tendo como mestre na educação física o
professor Evilásio Leão, isso lá pelo
ano 1962, e depois nos torneios da Faculdade de Economia e
também no time da CEF, ao lado de Jaomar e outros companheiros.
Azougue – E, como é o Jorge Ney Barbosa empresário?
Jorge
Ney Barbosa – A experiência que eu adquiri
ao longo dos 22 anos da Caixa me permitiu abrir no ano 1997
uma empresa denominada de Cash Factoring, que conta com um
conceituado número de clientes. O meu comportamento é o
mesmo, sempre seguindo as raízes do seu Décio
e D. Silvia, de tratar com muito respeito o próximo,
independentemente da sua condição social.
Azougue – O
nosso melhor muito obrigado pela entrevista.
Jorge
Ney Barbosa – Eu entendo que o azougue.com é uma
mania internacional de todos os mossoroenses, haja vista o
seu grande número de internautas espalhados pelo mundo
e, com muito prazer, faço parte desse seu universo.
Obrigado, digo eu.
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caby@azougue.com
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