Mossoró-RN, de 2010
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JUIZ ou ÁRBITRO. Quem é quem?
Em conformidade com Antônio Houaiss, em seu “Dicionário da Língua Portuguesa” JUIZ é substantivo masculino, termo jurídico que significa aquele que, investido de autoridade pública, tem poder para julgar, na qualidade de administrador da Justiça do Estado; funcionário público investido de autoridade para exercer a atividade jurisdicional, que julga as demandas submetidas à sua apreciação; membro da magistratura. Por extensão de sentido, indivíduo a quem se confere ou que arroga a si autoridade para dirigir qualquer coisa, resolvendo, deliberando e julgando tudo que diz respeito a esta; membro de júri de premiação; indivíduo que sabe apreciar, avaliar,...
Já o vocábulo ÁRBITRO, também substantivo masculino, é termo jurídico que apresenta como significado aquele que, por acordo das partes interessadas ou designação de tribunal, é indicado para dirimir uma questão; mediador, juiz, autoridade suprema; soberano e, como sentido figurado, significa aquilo ou aquele que se apresenta ou é visto como padrão a ser seguido e, sobremaneira nos esportes, aquele que faz cumprir, numa competição ou disputa, as regras estabelecidas para a modalidade de esporte que está sendo praticada.
Como se pode perceber, estimado leitor, é enorme a distância que separa o JUIZ do ÁRBITRO até porque o primeiro é autoridade pública constituída, com formação para tanto e, além disso, exerce seu comando togado, munido de um martelete que lhe confere o exercício do poder; já o segundo, para impor o respeito, gesticula, corre, grita e apita, às vezes desesperadamente. Curiosidade! Este está sempre de calças curtas, bermuda ou bem vestido com um calção. Muita diferença, não?

PARAR ou PARALISAR?
Inquieto leitor, já não concebo mais ouvir e ou ler esse descomunal equívoco lingüístico praticado por quem tanto massacra a nossa sofrida língua portuguesa quando a utiliza em todas e quaisquer situações. Observe, por caridade ao idioma, o que significa cada elemento e o que fazem os que os empregam inadvertidamente.
PARAR é verbo transitivo direto, intransitivo e pronominal e significa deter o progresso, o deslocamento, o movimento de; fazer deixar ou deixar de mover(-se), como em ”O guarda parou o carro”, “Sem gasolina, o carro parou.”, “Deu ordem à autoridade para que se parassem os movimentos.”. É transitivo direto, transitivo indireto e intransitivo quando sinônimo de interromper(-se) momentânea ou definitivamente (atividade, operação, ocorrência, algo que se vinha fazendo ou que se desenvolvia etc.); não ter seguimento, chegar ao fim, não ir além (de), como se observa nos exemplos “Conseguimos parar o vazamento.”, “Parem com esse barulho!”, “Não paro de pensar nela.”, “Começou por chamá-lo de tolo e inútil, mas parou nisso.”, “O vento parou de todo.”. “Quando é que isso vai parar?”. ”Sua comoção parou por ali mesmo.”e é intransitivo quando aplicado no sentido de deixar-se ficar ou ficar (em determinado lugar); fixar-se, permanecer, ficar suspenso, ficar parado ou como que parado; pairar e transitivo indireto quando igual a resumir-se a (algo); limitar-se a. Veja nos exemplos: “Depois que fez 17 anos, não parou mais em casa.”, “ninguém parou na exposição.”,” “As nuvens paravam sobre a montanha.”, “A função dos pais não para na educação dos filhos.”.
Já PARALIZAR é verbo transitivo direto e pronominal e é semelhante a tornar(-se) paralítico; paraliticar. Veja a diferença: ”A doença paralisou-o da cintura para baixo.”, “Sua mão paralisou-se com o choque elétrico.”. É transitivo direto, intransitivo e pronominal quando empregado no sentido de tornar(-se) incapaz de ação ou de expressão; entorpecer(-se), como em frases do tipo “O medo paralisou o pobre rapaz.”, “Ao final do espetáculo pirotécnico seus olhos paralisaram.”, “Paralisou-se de emoção.”.É transitivo direto quando igual a deixar sem ação; neutralizar, como em “O ataque da aviação paralisou o avanço da infantaria.”, transitivo direto, se sinônimo de suspender o funcionamento de, em frases do tipo “Uma greve paralisou o metrô.” E intransitivo e pronominal quando similar a cessar de progredir; estacionar, note: “Sem verbas, as obras da usina paralisaram.”, “A cidade paralisou-se com a falta de meios de comunicação.”.
Torço para que esse trabalho não seja inútil e para que você semeie esta semente e, desse modo, as mentes humanas não se PARALISEM diante dessa curiosidade, mas PAREM de repoduzir bobagens iguais.
É isso.

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Convite-missa DE ou DO sétimo dia?
            Seja qual for a resposta gramaticalmente CORRETA, é um momento horrível na vida de alguém.
            Entenda, por favor, o estimado leitor que o uso do artigo – o, o(s), a, a(s), um, uns, uma, umas – antes de um substantivo – palavra que designa pessoas, seres ou objetos – se dá com o propósito de determinar esse nome esteja o artigo sozinho ou contraído com preposição.
            Quando alguém diz “Eu sou professor” apenas está se colocando como profissional sem expressão, alguém sem propósito, um “ninguém” naquilo que exerce, pois o substantivo “professor” não esteve determinado pelo artigo; ao dizer, porém “Eu sou um professor” apenas se coloca como mais um dentre muitos, dentre tantos, um professor qualquer com nenhuma especificidade ou qualidade reconhecida, uma vez que agora fez o substantivo estar antecedido de um artigo indefinido. Já, quando pronuncia “Eu sou o professor”, está revelando ser o melhor dentre os melhores, o específico, o mestre, o “cara”. O aplicativo do artigo definido trás esse sentido.
            No que se refere à missa, ela é celebrada no sétimo dia após o falecimento de alguém. Desse modo, não se pode dizer “missa DE sétimo dia; deve-se, sim lamentar e orar pelo falecido, também, na missa DO sétimo dia. Veja, faz sete dias que ele faleceu, faz trinta dias que ele faleceu. Então é a missa DO sétimo dia, DO trigésimo dia, DO primeiro ano do falecimento.
            A propósito, em língua portuguesa, se devem gravar e não, símbolos matemáticos. Escreva “sétimo” dia e não, “7º” dia; “trigésimo” dia  e não, “30º” dia; “primeiro” ano de falecimento e não, 1º ano de falecimento.

Diga NÃO à exploração sexual DE crianças e adolescentes???
Já não suporto mais ler nos jornais, ouvir nos telejornais e, conseguintemente, constatar o desastre gramatical que esses veículos de comunicação conduzem a população a cometer.
Exploração é um substantivo abstrato – pois depende de algo para existir, só haverá exploração se houver quem explore – e, como tal, requer um termo regido de preposição para complemento que, nesse caso é tecnicamente denominado COMPLEMENTO NOMINAL.
O Complemento Nominal é um termo PASSIVO, assim, é obrigatoriamente regido da preposição “A”.
Quando se diz “exploração sexual A crianças e adolescentes”, está sendo dito que crianças e adolescentes SÃO EXPLORADAS.
O emprego da preposição “DE” nesse caso, altera em absoluto o sentido do enunciado. A preposição “DE”, na oração, indica prática da ação verbal e isso caracteriza ATIVIDADE. Ao se dizer “exploração sexual DE crianças e adolescentes” está sendo dito que crianças e adolescentes estão explorando, fato que também é crime, mas o propósito da construção frasal é outro.
Dito isso, aprendamos: “exploração DE crianças” é o mesmo que dizer que crianças exploram, praticam a ação de explorar; “exploração A crianças” é sinônimo de crianças são exploradas, sofrem a ação de serem exploradas.

Dilma é PRESIDENCIÁVEL?
            Não restam dúvidas de que, se vivo fosse, Machado de Assis morreria nesta campanha eleitoral. Os abusos e absurdos que são produzidos em nosso idioma entristecem os que não sabem e envergonham os que têm algum conhecimento de língua portuguesa tornando essa lindíssima forma de expressão um “samba-do-criolo-doido.
O neologismo PRESIDENCIÁVEL teoricamente é formado de “presidenciar” mais o sufixo “ável”, mas isso é apenas teoricamente, porque, na prática, não há qualquer possibilidade para a formação a esse neologismo uma ver que NÃO EXISTE O VERBO PRESIDENCIAR e o verbo, por ser uma palavra mais evoluída, originaria o adjetivo.
Do mesmo modo como não existe o termo PRESIDENCIÁVEL, inexiste o GOVERNADORÁVEL, o DEPUTÁVEL, o PREFEITÁVEL e outras tantas bobagens correlacionadas.
Espero que os mesmos loucos jornalistas que tiveram coragem suficiente para a criação a esses absurdos, mostrem-se bravos e sepultem suas tais criações.

 

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EM NÍVEL DE ou A NÍVEL DE?
EM NÍVEL DE – É essa a expressão que temos em nosso massacrado idioma. Quando se diz que “Haverá uma reunião ‘EM NÌVEL DE’ diretoria”, significa dizer que dessa reunião apenas participarão diretores do mesmo nível.
Há, contudo, uma febre que nos queima o juízo “A NÍVEL DE” pronunciada por criaturas – diria eu – SEM NÍVEL. Pessoas essas que participariam de reuniões sem qualquer nível.
O mais interessante é que esses referidos falantes usam a expressão “A NÍVEL DE” em qualquer caso: “’A NÍVEL DE’ casamento, o amigo Caby está fora”; “’A NÍVEL DE’ besteira, estou dentro.”
Mesmo em referência ao nível do mar, devemos preferir o uso da preposição “EM”: O médico Hipólito Monte reside numa cidade que se encontra EM NÍVEL DO mar. Ou seja, NO nível do mar.
Utiliza-se muito a preposição “A” nesse caso em razão de, na pergunta, aparecer essa preposição. Por exemplo: São Paulo está situada A quantos metros acima do nível do mar? A resposta a uma pergunta dessas, evidentemente seria: São Paulo está situada A 800m acima do nível do mar.
Essa preposição, contudo, só tem cabimento nos casos de cidades que não estão NO NÍVEL DO mar, naturalmente. Se, porque se perguntarem: “Fortaleza está A quantos metros acima do nível do mar”?, a resposta deverá ser dada desta forma: “Fortaleza está NO nível do mar.
É o mesmo que perguntarmos a um corredor de fórmula 1: - A quantos quilômetros estás indo agora? E ele responder, simplesmente: - Estou EM casa, não estou correndo ou viajando.
Fui claro?
É isso.

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A PRINCÍPIO ou EM PRINCÍPIO?
As duas expressões existem. O problema é que os brasileiros as utilizamos de modo inadequado.
Observe a oração: “Capitu, A PRINCÍPIO, não disse nada.” (Machado de Assis, Dom Casmurro, pág. 40). Perceba, amável leitor, que nesse contexto a expressão “A PRINCÍPIO” significou no início, no começo,...
Quando, porém dizemos: “’EM PRINCÍPIO’ concordo com o que dizes”, a expressão em destaque quer dizer “em tese”, “Antes de mais nada”, “Antes de tudo”,...
Nesses termos, “A PRINCÍPIO” todo casamento é bom; mais “EM PRICÍPIO” não passa de uma prisão.
Fiz-me entender?
É isso!

Este menino é o pai ESCARRADO e CUSPIDO?
Essa é a frase POPULAR. Mas a original é outra: ENCARNADO e ESCULPIDO.
O povo, porém, que nada ou muito pouco entende de ENCARNAÇÃO e de ESCULTURA, mudou a expressão a seu bel-prazer, para ESCARRADO  e CUSPIDO, que até acabou vingando.
Há até os mais corajosos ou ignorantes esféricos que preferem pronunciar CAGADO e CUSPIDO.
E há também os inclassificáveis que dizem A CARA DE UM É O CU DO OUTRO.
O correto é que se diga ENCARNADO e ESCULPIDO porque as pessoas se parecem, se identificam tanto uma com a outra que parecem EM CARNE ou uma foi ESCULPIDA em função da outra.
É isso.

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 Que não seja imortal POSTO QUE é chama...
        Esta locução só existe em Língua portuguesa como equivalente a EMBORA, APESAR DE, MESMO QUE, AINDA QUE já que se trata de uma expressão CONCESSIVA. Jamais pode ser empregada como sinônima de PORQUE, JÁ QUE, UMA VEZ QUE. Nesse caso seria uma conjunção adverbial causal, como fê-la o nosso maravilhoso poeta Vinícius de Morais e como querem tantas outras autoridades em nosso país.
        De tudo ao meu amor  serei atento
        Antes e com tal zelo e sempre e tanto
        Que mesmo em face do maior encanto
        Dele se encante mais meu pensamento.

        Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou ao seu contentamento.

E assim quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, o fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive)
Que não seja imortal POSTO QUE é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

Observe que, na condição em que aparece, a expressão POSTO QUE é sinônima de UMA VEZ QUE, JÁ QUE, PORQUE expressando CAUSALIDADE e não CONCESSIVIDADE conforme deveria. Isso não é liberdade poética – alô, amigo Cid Augusto! – é ERRO mesmo!
Perceba agora, algumas frase nas quais  a referida expressão aparece de forma CORRETA: “Comeu POSTO QUE não estivesse com fome” – AINDA QUE, MESMO QUE, EMBORA não estivesse com fome. “Viajei POSTO QUE não estivesse com dinheiro o suficiente.”
Veja, contudo a bobagem: “O preço da gasolina subiu POSTO QUE o preço do barril de petróleo aumentou”, “O réu foi absolvido POSTO QUE não havia provas contra ele.”. E assim vai...
É assim!
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TAMPOUCO ou TÃO POUCO???
        As duas formas de expressão existem, porém convém não confundi-las.
        TAMPOUCO equivale a TAMBÉM NÃO, NEM SEQUER; TÃO POUCO é sinônimo de MUITO POUCO de TAL FORMA POUCO, QUASE NADA,...        
Observe os exemplos e os diferencie: “O pessoal não veio TAMPOUCO avisou que não viria.”; “Ganho TÃO POUCO com esse trabalho que nem sei quanto ganho.”
É isso. É assim! Crie outros exemplos e os relacione...

 

Ante uma necessidade, devemos chamar O ou A SAMU?

        Caríssimo Caby, ao que me consta, o projeto SAMU é um dos mais belos de que se pode ter notícia. Não creio que alguém supere ... na criação de algo tão especial para uma sociedade e que atinja uma expansão tão imediata como se deu com o mesmo.
        No que tange à pergunta propriamente, gostaria de esclarecer que o artigo é a palavra variável que determina o substantivo. Dizemos “O homem”, por que “homem” é um substantivo masculino singular; “AS mulheres”, por que “mulheres” é substantivo feminino plural.
No caso das siglas, você deverá, obrigatoriamente, concordar em gênero e número o artigo com a primeira palavra da sigla. Por exemplo: ENEM – Exame Nacional do Ensino Médio – como a primeira palavra é “Exame” e ela é masculina e está no singular, O ENEM; COSERN – Companhia de Serviços Elétricos do Rio Grande do Norte – se a primeira palavra da sigla é feminina e está no singular, A COSERN.
Isso posto, SAMU – Serviço de Atendimento Móvel de Urgência – a primeira palavra da sigla é “Serviço”, vocábulo masculino e singular. Desse modo, para que o atendimento venha a ser coroado de êxito, disque 192 e chame “O SAMU”, O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência.
Caso você necessite consultar A Empresa Brasileira de Pesquisas Agro-pecuárias, ligue para A EMBRAPA. Proceda sempre desse modo!
É assim!
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Qual o feminino de ELEFANTE?
       Essa veio de minha sobrinha Olga Yanara. Naquele instante eu pude ver o quanto algumas crianças padecem com determinadas informações. Eu lhe disse que “o feminino de ELEFANTE é ELEFANTA, assim como o de PRESIDENTE é PRESIDENTA, o de PARENTE é PARENTA.
       - Mas tio, por que não é ELEFOA? - Insistiu ela.
       - Simplesmente porque Deus ainda não criou esse animal, como também inexiste – nesse contexto a substantivo ALIÁ! – acrescentei-lhe.
       Dei que alguns me critiquem nesta hora, mas você acredita que o feminino de SAPO é ? Deixe A SAPA saber disso, deixe?
A  rã [Do lat. rana.] é Substantivo feminino  Anfíbio anuro, ranídeo, gênero Rana, de larga distribuição geográfica. (Rana palmipes), ocorrente desde o México até o rio São Francisco e paralelo 10°. A coloração vai do verde-oliváceo ao pardo, com manchas na parte posterior e nas pernas dianteiras. É comestível e mede até 9cm de comprimento. Designação comum aos anuros de pele lisa que, após o início de sua evolução na água, conservam vida aquática, vivendo à beira dos lagos, pantanais ou rios. No Brasil recebem tal nome os anuros do gênero Leptodactilus. [Sin., nesta acepção, em GO: caçote. Cf. jia.] Culinária. Iguaria feita com coxas de .
É assim!

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Quando um cientista CRUZA SEMENTES obtém o quê?

NADA! Absolutamente NADA!

Ao longo do curso de Engenharia Agronômica, na Escola Superior de Agricultura de Mossoró – ESAM, hoje UFERSA, sentia-me agredido ao ouvir os nobilíssimos professores, mestres e doutores “berrando”: “Então, Mendel cruzou sementes verdes de ervilhas com sementes amarelas e obteve...”. Sempre me vi inquieto diante de tais afirmações por mim consideradas aberrações.
Migrei, então, para o universo de Cursinhos preparatórios para o exame Vestibular e para colégios que trabalham o terceiro ano do ensino médio no estilo pré-vestibular e o que constatei? Os colegas professores – aqueles que trabalham a disciplina biologia, em especial o capítulo genética – utilizando-se dos mesmos procedimentos.
Uni, pois, os conhecimentos da BOTÂNICA aos da LÌNGUA PORTUGUESA e vejam o fruto resultante: quem cruza sementes, seja lá de o que for, obtém NADA! Absolutamente NADA!
O que ocorre, em verdade, é o seguinte: plantamos as sementes, deixamo-las germinar e esperamos a planta crescer, produzir flores. Aí, sim, podemos proceder à polinização e, conseqüentemente, ao cruzamento entre as duas plantas: a que nasceu de uma semente amarela e a que nasceu de uma semente verde.
Os colegas professores, contudo, que querem porque querem que haja “cruzamento” de sementes, expressam-se mal, muito mal. Se eles conseguirem tal feito, que o façam. Meus humildes conhecimentos botânicos e lingüísticos não o aprovam.
Mais triste e ridículo que isso é ouvir alguém dizer: “Cada um colhe os frutos da árvore que plantou.” Ninguém “planta” árvores; planta-se a semente e, no máximo, transplanta-se uma árvore para se colherem seus frutos.
Com a palavra o nobre Odaci Fernandes de Oliveira.

AO INVÉS DE ou EM VEZ DE?

Em rigor, AO INVÉS DE indica oposição, situação antônima, contrária. Dizemos, então: O dólar AO INVÉS DE baixar, sobe; O homem chora AO INVÉS DE sorrir; O fluminense perde, perde, perde AO INVÉS DE ganhar.
A expressão EM VEZ DE indica mera substituição, simples troca. Ex.: EM VEZ DE ir ao cinema, fui ao teatro; Caby EM VEZ DE almoçar, come sanduíche.
A dica, então é simples: Use AO INVÉS DE para indicar OPOSIÇÃO e EM VEZ DE para substituição.
É isso.

MEGA-SENA deve pagar prêmio de R$ 27 milhões.
Por tudo o que há de mais sagrado, amigo, não busque esse dinheiro. Ele é tão falso quanto desastrosa essa manchete de um dos jornais de nossa cidade.O
O elemento “MEGA”, que confere a idéia de grande, muito grande, enorme, não exige, nunca exigiu e, mesmo com a Reforma Ortográfica que entrará em vigor brevemente, não exigirá o hífen.
Observe que a norma nos revela: Se a palavra inicial termina em vogal e o termo seguinte é iniciado com “S”, dobra-se o “S”. Desse modo, escreve-se corretamente MEGASSENA; jamais de qualquer outro modo. O termo “MEGA”, em nenhuma situação, aceita hífen. Veja: MEGAEMPRESÁRIO, MEGAEMPRESA, MEGAINVESTIDOR, MEGAPRODUÇÃO e tantos outros MEGAS.

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SE NÃO ou SENÃO?

         Minha filha, Isabelly Karinne, de repente me surpreendeu com esta: “Painho, faça para o site Azougue.com a diferença entre essas palavras”. A condição de pai atencioso me impõe, então a reposta.
            SE NÃO corresponde à junção da conjunção condicional “SE” com o advérbio de negação “NÂO”. Ao conjunto, atribuímos o valor de condição. A palavra “SE”, a exemplo de caso, visto que, porque, desde que, como,... introduz oração subordinada adverbial condicional. Por exemplo: “Se você vier, ficarei feliz.”; “Desde que você venha, ficarei feliz.”; “Caso não chova, sairemos.”; “Não fui trabalhar porque perdi a condução.”; “Como sou professor, atendo a todos.”...
            A expressão SENÃO é conjunção e significa 1.De outro modo; do contrário; aliás:  “Lute, senão está perdido.”;"O melhor é ires de vontade, senão vais a mal." 2.Mas sim; e sim; mas, porém: "por desgraça dele a primeira moeda grande que achara, não era ouro nem prata, senão ferro, duro ferro" (Machado de Assis, Páginas Recolhidas, p. 61); "Escritor: não somente certa maneira especial de ver as coisas, senão também impossibilidade de vê-las de outra qualquer maneira." (Carlos Drummond de Andrade, Passeios na Ilha, p. 120).
Preposição.

3.Exceto, salvo; a não ser:
 Ninguém senão os irmãos Correias compareceu à cerimônia;
"não falava senão no seu priminho" (Camilo Castelo Branco, Vulcões de Lama, p. 20); "Bofé — disse D. João I, rindo — que não ando a meu talante senão com o arnês às costas!" (Alexandre Herculano, Lendas e Narrativas, I, p. 297); "um sapo não é feio senão porque a nossa concepção de beleza é muito diferente da que podem ter os sapos." (Patrícia Joyce, Anúncio de Casamento, p. 141). [Cf. se não, em frases onde há alternativa, incerteza, imprecisão, equivalendo o se não, portanto, a ou: Comprarei duas estantes, se não três (ou três); É rico, se não riquíssimo (ou riquíssimo); Compareceu a maioria dos convidados, se não todos (ou todos). Note-se que fica subentendida, em casos assim, a repetição do verbo: Comprarei duas estantes, se não (comprar) três; etc. Quanto à acepção 1, parece-nos que, em lugar de senão, se usará se não, virgulando-o, se houver pausa enfática: Lute; se não, está perdido.]
Substantivo masculino.

4.Defeito, mancha, mácula:
"Nem um senão no todo dela existe. / É bela" (Alberto de Oliveira, Poesias, 4a série, p. 120). [Cf. sinão, aum. de sino; Sinão, antr.; e Cenão, top.]

Senão quando. 1. De súbito; de repente; eis que; quando não:
"chorava o seu desastre, .... sentada no chão. Senão quando, indo a passar um homem ébrio, viu o incêndio, viu a mulher, perguntou-lhe se a casa era dela." (Machado de Assis, Quincas Borba, p. 222).
Senão que. 1. Mas antes; mas sim; senão:
 Recebeu a homenagem não contrafeito, senão que muito à vontade.
É isso, filha. Aproveite bem!

VIADO ou VEADO
        
         Essa é mais uma do Mestre Luiz Antônio Sacconi. Segundo ele, “Os pichadores costumam pichar nos muros das cidades essa palavra, que, em qualquer sentido, grafa-se corretamente com “E” – VEADO. Vem-nos do latim venatus (= caça morta).
            Muitos grafam incorretamente este vocábulo, em razão de na pronuncia o “E” se transformar em “I”, fato normalíssimo em nosso idioma. Note também que escrevemos MEXERICA e pronunciamos MIXIRICA; escrevemos PEXOTE e pronunciamos PIXOTE. O “E” e, sílaba átona se reduz, ou seja, soa “I”, assim como o “O” soa “U”. Escrevemos MENINO e pronunciamos MINÍNU; escrevemos GOVERNO e pronunciamos GUVERNU.
         A palavra VIADO, no sentido de efeminado, gay, tem origem num médico judeu de Frankfurt, Alemanha, de nome Hirsch – em alemão significa VEADO. Tinha o Dr. Hirsch verdadeiro fascínio pela dupla sexualidade. Considerava os andróginos seres superiores, verdadeiros gênios, representantes da evolução espiritualista da humanidade.

É isso.

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PENALIZAR ou APENAR?

Precioso leitor, essas duas palavras apenas se assemelham na ação final que produzem: o constrangimento. Embora muitos – e aqui me reporto a pessoas que no dia-a-dia usam a palavra como instrumento para a profissão – confundam o significado dos dois vocábulos tomando-os como sinônimos.

PENALIZAR é atormentar, causar penas ou desgosto, afligir. Uma goleada do Potiguar PENALIZA qualquer torcedor baraunense; uma vitória maiúscula do Fluminense PENASLIZA, atormenta, aflige todo e qualquer flamenguista,...

O ato de punir, castigar, condenar à pena de é que corresponde verdadeiramente à sinonímia de APENAR.
Os guardas de trânsito estão em todas as ruas e avenidas das grandes cidades, vestidos desta ou daquela cor ( é o amarelinho, o roxinho, o marronzinho,...) para APENAR todos os motoristas, justa ou injustamente, sabendo ou não o que estão fazendo. Afinal, ganham por produtividade.
Os repórteres, sobretudo os que produzem as páginas policiais, não fazem a menor cerimônia e “metem os pés pelas mão” expondo uma absoluta ignorância relativa ao assunto e usam o verbo APENAR como sinônimo de PENALIZAR. Algo, no mínimo, lamentável.

DIA-A-DIA ou DIA A DIA

Essa foi à queima-roupas e assim pronunciada por Isabelly, minha filhíssima amada. Resposta do paizão!
DIA-A-DIA é um substantivo masculino que corresponde à sucessão dos dias, o viver cotidiano, o labor de todos os dias. Enfim, é substituível por cotidiano.
DIA A DIA (sem os hífenes) é uma locução adverbial que significa dia POR dia, dia APÓS dia e expressa idéia nítida de tempo. Como se pode ver na construção “semana a semana”, “mês a mês”, “ano a ano”,...
Observando bem, filha, antes da expressão DIA-A-DIA, você pode colocar o artigo ou qualquer palavra determinante escrever e pronunciar “o dia-a-dia nosso”, “o nosso dia-a-dia”, “aquele dia-a-dia cansativo”; o mesmo não se diga com a expressão DIA A DIA.

O Titanik AFUNDOU logo na primeira viagem.

Essa eu transcrevo do mestre Luiz Antônio Sacconi a quem com muita honra louvo.
Segundo ele, a informação prestada na manchete não traduz inteiramente a verdade. Sim, porque o Titanik em verdade SE AFUNDOU logo na viagem inaugural, quando se dirigia da Inglaterra para para os Estados Unidos, na noite de 14 para 15 de abril de 1912, depois de se chocar com um iceberg.
Ainda segundo o grande mestre, há uma diferença abissal entre AFUNDAR (= IR AO FUNDO) e AFUNDAR-SE (= IR A PIQUE, NAUFRAGAR). Assim, um mergulhador ou um submarino AFUNDA e logo emerge. Muito diferente é um submarino AFUNDAR, outro AFUNDAR-SE: para um trata-se de operação meramente rotineira; para outro, nem tanto...
Uma outra curiosidade a respeito ainda se deve destacar: no Brasil se pronuncia “TITANIQUE”, fato que em verdade é uma outra grande tolice. O navio era britânico, e não francês. A pronúncia correta é “TAITÉNIK”. Do mesmo modo como existiu o Monsa “CLASSIC” que por nós, no Brasil deveria ser chamado Monsa “CLÉSSIK”.

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POR QUÊ?

O doutor Hipólito Monte, mossoroense radicado em Fortaleza-Ce, freqüentador assíduo das páginas do azougue.com, em consulta indireta e informal a este humilde colaborador, busca saber como e quando escrever a palavra POR QUÊ.

Antes do esclarecimento, surge a necessidade do agradecimento pela confiança em nós depositada e a certeza de que um breve encontro encherá de prazer esta criatura que por demais o admira.

Emprega-se POR QUE – separado e sem acento – quando se trata do uso da preposição “por” com o pronome relativo “que”. Na prática, aparece no início de frases interrogativas, surge antes da palavra “motivo” ou “razão” presente ou subentendida no enunciado ou ainda quando pode ser substituído por “pelo qual”, “pela qual”, “pelos quais”, “pelas quais”.

POR QUE você fez isso? Observe que eu posso entender “POR QUE – motivo – você fez isso? O motivo POR QUE – ou PELO QUAL – você fez isso é justo? POR QUE você faltou à clínica ontem?

Utiliza-se POR QUÊ – separado e com acento – quando se trata do emprego da preposição “por” com o pronome interrogativo “quê”. Na prática surge no final de frases interrogativas diretas ou indiretas.

Você não veio à clínica ontem POR QUÊ? Interrogativa direta. Você faltou ao trabalho ontem e eu ainda não sei POR QUÊ. Interrogativa indireta.

Grafa-se PORQUE – junto e sem acento – quando se trata do emprego da conjunção – elemento que liga orações – subordinativa causal ou coordenativa explicativa. Neste caso, estará iniciando as respostas. Desse modo, pode ser substituída por “pois” ou “para que”.

POR QUE você faltou ao trabalho? PORQUE minha mãe precisou de mim. Faltei ao trabalho PORQUE – ou POIS – precisei sair com minha mãe. Estou aqui PORQUE – ou PARA QUE – você me diga o que devo fazer.

Escreve-se PORQUÊ – junto e com acento – porque se trata de um substantivo. Nessa acepção, aparece antecedido de artigo ou de qualquer palavra determinante.

O PORQUÊ é difícil de ser entendido? Os POR QUÊS já me perturbaram muito. Agora, não mais. O estudo do PORQUÊ não é complicado. Nem mesmo eu sei o significado daquele PORQUÊ.

Espero, amigo, tê-lo deixado seguro quanto ao estudo do PORQUÊ. Sem mais PORQUÊS, aqui fico estudando PORQUE consiga tirar-lhe a próxima dúvida. POR QUE não me manda uma outra pergunta por e-mail, POR QUÊ?

Entendeu?

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O CAMINHONEIRO?

É o nosso querido Roberto Carlos também faz das suas. Outro dia – Já faz algum tempo! - Numa entrevista ao Fantástico – programa de ponta na grade da Rede Globo de Televisão - e também como forma de vender o, na época, seu mais recente trabalho – ele disse que seus maior sonho, se não fosse cantor, seria o de ser CAMINHONEIRO – Título de seu mais novo álbum e da música “carro-cheve” do mesmo.

Alguém se esqueceu de dizer ao meu ídolo maior que a palavra CAMINHÃO é originária do vocábulo francês CAMION. Desse modo, então, jamais poderia gerar no português o substantivo CAMINHÃO e menos ainda o adjetivo CAMINHONEIRO.

Não me venha dizer que é muito tarde para que se corrija o erro uma vez que tais palavras migraram do uso popular, contaminaram os dicionários e hoje estão corretamente inseridas em nossa tão sofrida Língua Portuguesa.

Como se trata de uma infelicidade, de uma contaminação, de um erro e nunca é tarde para se ser feliz e tampouco para se acertar na vida, em uníssono vamos pronunciar e cantar CAMIÃO, CAMIONETE, CAMIONEIRO,...

Isso mesmo O CAMIONEIRO aquele que guia o CAMIÃO veículo que por muito embelezou as estradas desse nosso Brasil e dirigido por esse bravo motorista o CAMIONEIRO.

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PISCINA ou AQUÁRIO... Onde tomarei o banho?

Embora alguns dicionaristas discordem do nosso ponto de vista, há uma diferença enorme entre os significados desse termos e de seus respectivos aplicativos.

PISCINA é uma expressão latina e – ao pé da letra – quer dizer PISCES – peixe, INA – viveiro. Logo, a palavra PISCINA significa viveiro de peixes, local onde se criam peixes.

Já o vocábulo AQUÁRIO nos conduz à palavra latina AQUARIU que, traduzida, quer dizer depósito de água.

Nesses termos, é na PISCINA que criamos os nossos peixinhos. É naquela urna de vidro que criamos os peixinhos ornamentais e assim enfeitamos nossas salas-de-estar, refletimos e buscamos tranqüilidade.

É naquele depósito de água, no AQUÁRIO – que, nos finais de semana, ao lado de amigos, nos banhamos, nos divertimos, nadamos e saboreamos aquela cervejinha maravilhosamente gelada.

Tiremos então os peixes do AQUÁRIO e os conduzamos à PISCINA; saiamos da PISCINA e sedamos o lugar aos verdadeiros proprietários.

Embora pareça loucura, coloque os peixes na PISCINA e tome banho no AQUÁRIO.

Agora, sim. Boa diversão!

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Copo D’AGUA ou copo COM água?

            É relativo. Depende da intenção de quem pede – se tiver alguma noção gramatical de o que está a dizer. A preposição “DE”, em frases que expressam quantidade, exprime a idéia de plenitude. Se eu peço um copo d’água, eu espero que alguém me atenda ao pedido trazendo-me um copo plenamente cheio de água, como se diz “transbordando”, “derramando”, absolutamente cheio.

            A preposição “COM”, por sua vez, nesse contexto, expressa qualquer quantidade. Um copo com água, então, significa copo com qualquer quantidade de água: uma molécula, uma gota, metade dele ou até plenamente cheio.

            Assim, pede-se na mercearia uma caixa de fósforos. Não se pede caixa com fósforos. A idéia intuitiva de quem pede uma caixa de fósforos é a de que ela venha plena, cheia, literalmente completa de fósforos. Se pedir uma caixa com fósforos o cliente corre o risco de recebê-la com apenas um palito e não terá o direito à reclamação ou à devolução. O comerciante atendeu corretamente ao pedido.

Criança de ZERO a QUATRO anos?

            Para não dizer que isso é bobagem esférica, digo ser uma estupidez absoluta. Como pode uma criança ter ZERO ano. A partir do momento em que nasce, a criança tem um minuto de vida, uma hora, um dia, um mês, dois meses, ... um aninho, dois aninhos, “tês” ou “tlês” aninhos e por aí segue.

            Nunca imaginei que fosse necessário completar cinqüenta anos de existência para ler ou ouvir entidades alardearem em campanha de vacinação, médicos prescrevendo ou a bula bradando “Crianças de ZERO a dois anos não devem tomar isso ou aquilo”, “Criança de ZERO a seis meses ...

            Por que as pessoas não dizem “crianças em lactação”, “Crianças com ou de até seis meses”, “Crianças com ou de até quatro anos”, “Pessoas com ou de até quarenta anos suportam ler ou ouvir essa bobagens”...

            Paciência, meu Deus!

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Bolha ou bola de sabão?

O Magistrado Marcos Mairtom, que aqui em Mossoró atua na Vara Federal, por intermédio do caby@azougue.com nos faz uma consulta; fato que muito nos honra e glorifica e razão porque cá estamos.
Excelência, após algumas pesquisas, foi possível a conclusão de que as duas expressões existem e que, dentre outras definições, BOLHA é substantivo feminino e significa: 1. acúmulo de serosidade, linfa, pus ou sangue na pele devido a inflamação, queimadura, atrito, efeito de certas enfermidades... 2. ampola, empola; globo cheio de gás, ar ou vapor que se forma (ou se formou) em alguma substância líquida ou pastosa ao ser agitada ou por motivo de ebulição ou fermentação; 3. bola glóbulo da matéria na qual este corpo esférico se forma ou formou, daí bolha de saliva ou bolha de sabão; 4. glóbulo da matéria que preenche esse corpo esférico, desse modo se forma uma bolha de oxigênio; 5. glóbulo gasoso que se forma em certas matérias em fusão (vidro, ferro-gusa, plástico, borracha ...
Já a bola de sabão nada mais é do que amassar o sabão – conhecido no comércio como sabão em barra – a até torná-lo no formato de uma bola, assim como se faz uma bola de papel ou as antigas e saudosas bola de pano com as quais tantas crianças pobres – como fomos nós – divertiam-se ou se divertem.
Obrigado, Excelência, pelo carinho para com este humilde estudioso de nosso idioma e pela confiança depositada em nosso trabalho.

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Ter e Haver são verbos sinônimos?

Essa também é uma outra pergunta que nos foi enviada pela autoridade judiciária, o Doutor Marcos Mairtom, juiz federal em nossa amável Mossoró. Uma vez mais, Excelência, muito grato e espero não decepcioná-lo.
O dicionarista Antônio Houaiss, o mais completo da língua portuguesa nos dias atuais, cita 53 sinônimos para o ver TER e em nem um deles o aproxima do verbo haver. Vejamo-los, pois. TER é verbo transitivo direto. 1 entrar na posse de; receber; 2 (séc. XIII) estar na posse, ser proprietário ou estar no gozo de; possuir, usufruir; 2.1 ser senhor de; dispor do domínio de; 2.2 possuir para uso, serviço ou para estar à disposição de; 2.3 possuir, manter para desfrute ou consumo; 2.4 obter, mediante pagamento, a propriedade ou o uso de; adquirir, comprar 2.5 levar ou trazer consigo; portar; 3 ser de (alguém ou algo). Bitransitivo 4 receber por transmissão; herdar; 5 viver (experiência positiva ou negativa); passar por. Transitivo direto e bitransitivo; 6 (séc XIII) manter em posição de desvantagem ou de certa subjugação (alguém ou algo); conservar preso e seguro. Transitivo direto e pronominal; 7 exercer controle sobre (algo ou si mesmo); conter(-se); 8 ficar em determinada posição; conservar-se, agüentar-se; 9 ficar ou deixar-se ficar (em determinado lugar); parar, deter-se, estar. Transitivo direto .10 incluir ou conter (como parte de um todo); possuir, apresentar; 11 atingir (uma cifra, uma quantidade etc.); alcançar.12 Derivação: sentido figurado. corresponder a, equivaler a, significar; 13 medir (em extensão, comprimento, altura etc.); apresentar; 14 ser formado ou constituído por; compor-se de; 15 contar com, dispor de; 15.1 contar com o auxílio de (seres ou coisas); dispor de ;16 contar de idade ou de existência; 17 contar, no rol dos vivos, com; 18 conter em si; encerrar; 19 trazer consigo ou em si; 20 exercer (cargo, função etc.); desempenhar, ocupar; 21 levar a efeito; efetuar, realizar, presenciar; 22 ser a causa de estar ou existir (em determinado lugar); 23 ser visitado, presenciado, assistido, ouvido etc. por; contar com, receber; 24 gozar de (certo status, privilégio, título, direito); 24.1 estar em (determinada situação ou condição definida pelo tipo de tratamento ou consideração que se recebe de outrem); 25 manter vinculação de determinado tipo (p.ex., de parentesco, hierárquica, afetiva) com; 26 dar nascimento a (filhos, crias); gerar; 27 dar origem a; produzir 28 produzir (falando de plantas); dar; 29 obter comunicação de; 30 ser bem-sucedido na; consecução de (um resultado, um objetivo, algo por que se diligenciava); obter; 31 dedicar-se muito a; apegar-se, ater-se pronominal; 32 valer-se de, contar com, servir-se de; 33 pôr de parte, reservar para si em razão de sentimento, vivência etc.; conquistar para si; 34 possuir sexualmente; copular casa, no; 35 adquirir conhecimento, dominar certa técnica, habilidade; 36 apresentar ou caracterizar-se por (determinado atributo, detalhe, faculdade ou qualidade); apresentar em si; 37estar momentaneamente com; manter, trazer; 38 conduzir-se com; proceder, agir com; 39 experimentar em seu organismo; sentir; 39.1 adquirir por contágio; contrair (doença); 40 tomar consciência de (uma impressão íntima, um estado espiritual, uma sensação psicológica ou moral); sentir; 41 fazer determinado julgamento sobre (outrem, algo ou sobre si mesmo); reputar(-se), considerar(-se), julgar(-se); 42 dizer, fazer ou praticar por hábito; estar habituado ou naturalmente disposto a; 43 dizer respeito a, interessar a; ter a ver com; 44 fazer, imiscuindo-se em; ter a ver com; 45 sustentar intelectualmente, adotar (certo ponto de vista); 46 acolher (pessoas quaisquer, p.ex., parentes, visitas e hóspedes); receber 46.1 prover do necessário para viver; manter; 47 tornar patente (algo) ao (agir de determinado modo); evidenciar, demonstrar; 48 dar demonstração de; usar de, exercitar; 49 ser o foco de, granjear para si; suscitar; 50 preferir (algo entre dois ou mais), tomar para si; adotar, seguir, perfilhar; 51 expressar (de alguma forma); manifestar, enunciar; 52 pôr (a si próprio) sob a guarda ou os cuidados de pessoa, instituição etc., em quem se tenha confiança; confiar-se; 53 Uso: formal. Corresponder em valor a; valer, equivaler a.
Já HAVER, segundo o mesmo dicionarista, no uso formal em nosso idioma significa ser bem-sucedido na consecução de (um resultado, um objetivo, algo por que se diligenciava); obter ou é empregado como sinônimo de EXISTIR.
Sendo sinônimo de EXISTIR, o verbo HAVER é impessoal, só, e somente só, pode ser utilizado na terceira pessoa do singular uma vez que a oração por ele constituída não apresenta sujeito, motivo por que não há com quem ele concorde.
Em assim sendo, nunca se deve pronunciar “Não tem problema”. Por quê? Porque o verbo TER não é sinônimo de HAVER nem de EXISTIR; TER é sinônimo de POSSUIR. Portanto, há de se pronunciar CORRETAMENTE “Não HÁ ou não EXISTE problema”.
Por tudo isso, falemos e escrevamos com segurança; “HOUVE ou EXISTIRAM momentos mágicos.”; HÁ ou EXISTEM coisas que melhor se dizem calando.”; “HAVERIA ou EXISTIRIA possibilidade de sermos amigos”? “TENHO muitos amigos e a todos trato com carinho”; “Sempre TIVE muita saudade da minha Mossoró querida.”

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Estamos correndo risco de VIDA ou de MORTE?

Se eu estou vivo e sei que viver é maravilhoso, apenas uma coisa me atormenta a existência e tira de mim o sono: a MORTE. Se vivo estamos nós, corremos um perigo iminente e constante: o de MORRER.
Nesse tipo de expressão, o elemento final lógica e racionalmente, sempre denotará algo ruim, inaceitável. Assim como se corre o risco de infecções em ambientes infectos, corre-se também o risco de contágio, se se tem contato com alguém que sofre de mal contagioso.
O mesmo raciocínio deve ser empregado para a expressão PERIGO DE. As pessoas que “ganham a vida” remexendo lixões, correm perigo de doenças; uma equipe de futebol não corre perigo de vitória. Se ela se preza, busca a vitória correndo o perigo de derrota. Como seria espetacular se nossos jornalistas – notadamente os esportivos – acabassem com a asneira esférica e deixassem de propalar que determinado time de futebol depois sofrer um gol passará a “CORRER ATRÁS DO RESULTADO”. Seria ótimo!

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Reparar “as” ou “nas” pernas da moça?

Hédimo Filho, ao lado de Isabelly Jales, razões maiores do meu viver, me fez essa pergunta e eu levo a você, amigo admirador, assíduo e inteligente internauta que sempre acessa esta página, a explicação que lhe fiz.
Quem repara “as” pernas é mecânico, uma vez que REPARAR é verbo transitivo direto, não exige preposição, e significa pôr em bom estado de funcionamento o que se havia estragado; restaurar, consertar, recondicionar; efetuar recuperação em; recobrar, restabelecer retratar-se, dar satisfação, efetuar melhora ou aperfeiçoamento em, aprimorar, fazer correção em; remediar, emendar.
REPARAR EM é o mesmo que observar atenta e curiosamente, é olhar, é ver. Desse modo, então, pessoas mais elegantes, de espírito mais sutil, pessoas discretas reparam NAS pernas, NOS olhos, NO nariz, No jeito de andar, enfim, reparam EM tudo o que a moça tenha de reparável e, sobretudo, de irreparável.
O zoadento e insuportável Galvão Bueno fala e repete veementemente, durante as transmissões esportivas “Repare esse lance, Falcão”! “Repare esse lance, amigo telespectador!”, Repare o modo como Fulando toca na bola, Noranha!”
É possível suportar...?

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Na farmácia, você compra REMÉDIO ou MEDICAMENTO?

Vejamos! Remédio é, segundo o dicionarista Antônio Houaiss, substantivo masculino; 1 substância ou recurso utilizado para combater uma dor, uma doença; 2 o que serve para aplacar sofrimentos morais, para atenuar os males da vida; 3 tudo que serve para eliminar uma inconveniência, um mal, um transtorno; recurso, solução; 4 aquilo que protege, que auxilia; 5 o que retifica falha ou defeito; emenda, correção, retificação; 6 Rubrica: termo jurídico. medida que repara um dano ou restabelece relação jurídica interrompida; 7 Regionalismo: Brasil. Uso: informal. aguardente de cana; cachaça. Já Medicamento é substantivo masculino, substância ou preparado usado no tratamento de uma afecção ou de uma manifestação mórbida; medicação, remédio, fármaco. Pelo exposto, então, o remédio é caseiro, é aquele encontrado na feira-livre, é o chá, é fruto do conhecimento popular; já o medicamento é algo manipulado, produzido em laboratório e prescrito pelo médico.

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Quem comercializa medicamento é a FARMÁCIA ou A DROGARIA?

Farmácia é substantivo feminino. 1 Rubrica: farmacologia. parte da farmacologia que trata das propriedades químicas de substâncias e suas respectivas  classificações, visando ao preparo e conservação dos medicamentos; 2 estabelecimento onde se vendem medicamentos (industrializados ou de manipulação), substâncias para uso terapêutico, produtos, objetos e instrumentos de higiene, toalete e perfumaria; 3 profissão de farmacêutico; 4 local onde são preparados e/ou armazenados os medicamentos em hospitais, ambulatórios etc; 5 coleção de medicamentos; 6 sortimento de produtos farmacêuticos para primeiros socorros, que se tem em casa ou que se encontram num colégio, numa empresa etc. Já Drogaria é substantivo feminino; comércio de drogas;  cada um dos artigos desse comércio; coleção ou quantidade de drogas;
estabelecimento comercial onde se vendem e manipulam drogas; droga, farmácia; Regionalismo: Portugal. Estabelecimento comercial onde se vende um leque extenso de mercadorias, de artigos para o lar. Por tudo isso, é melhor ir à FARMÁCIA e comprar MEDICAMENTO.

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Como pronunciar UFERSA?

A pronúncia correta para a formação de o que era a ESAM (Escola Superior de Agricultura de Mossoró) - quanta saudade - era EZAM, mesmo. O "S" com o som de "Z", uma vez que a consoante "S", entre duas vogais, é pronunciada com o som da consoante "Z". Tudo bem. A transformação para UFERSA (Universidade Federal Rural do Semi-Árido) está gerando entre alguns desinformados uma breve confusão. Há, inclusive, alunos da própria universidade pronunciando, teimando e jurando "de pés juntos" que a fala correta é "UFERZA" - o "S" pronunciado com o som de "Z" - isso não condiz com a verdade, pois o "S" depois da consoante "R" tem som de "S" (ESSE) mesmo. Não há o que discutir. Alguém jamais pronunciou CONVERZA. Para dialogar com alguém você, eu, todos CONVERSAMOS; nós não CONVERZAMOS. O mesmo se faz em CONVERSAÇÃO, PERSUADIR, PERSUASÃO,... Acrescente-se a isso que  o "S" de UFERSA abrevia SEMI - talvez esse argumento nem se mostre consistente para o fato - e poderia ser mais uma explicação. Portanto, pronuncie UFERSSA - O "S" como que dobrado; jamais com o som de "Z".

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Qual a MAIOR palavra da LÍNGUA PORTUGUESA?

Quando criança, ensinaram-me a pronunciar PARALELEPÍPEDO e eu julgava o máximo pronunciá-la, crente que "estava abafando". Mais tarde descobri que grande mesmo, a maior de todas era INCONSTITUCIONALISSIMAMENTE. Mais um triste engano.
Depois de muito treino, até xingava alguns amigos, descobri que grande, grande mesmo era OFTALMOTORRINOLARINGOLOGISTA... Que tristeza... mais um lamentável engano! Enfim cheguei a ANTICONSTITUCIONALISSIMAMENTE. Que bobagem! É fichinha! Descobri até o composto que originou um dos medicamentos mais populares
no Brasil - A CIBALENA -  DIMETILAMINOFENILDIMETILPIRASOLONA e mais uma
vez constatei que isso ainda era diminuto.
Bem! É chegada a hora de acabar o suspense. A MAIOR PALAVRA DA LÍNGUA PORTUGUESA É... Isso é que se pode chamar de PALAVRÃO. Quer mesmo saber? Esta palavra descreve o estado de quem é acometido de uma doença rara provocada pela aspiração de cinzas vulcânicas, segundo o Dicionário Houaiss da língua portuguesa.
A palavra é...
PNEUMOULTRAMICROSCOPICOSSILICOVULCANOCONIÓTICO. Com 46 letras. Agora passo a bola ao doutor Hipólito Monte para os esclarecimentos biológicos.

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Ele é O ou A personagem principal do romance?

Em Língua Portuguesa, há substantivos que são tradicionalmente conhecidos como sendo COMUNS DE DOIS GÊNEROS, ou seja, aqueles recebem a flexão apenas do artigo para expressarem a mudança do gênero. É o que ocorre com o indígena - a indígena, o gerente - a gerente - o estudante - a estudante, o pianista - a pianista, o tapa - a tapa, o dentista - a dentista, o colega - a colega. Há palavras, contudo, que não aceitam qualquer alteração e designam os dois gêneros, são os chamados SUBSTANTIVOS SOBRECOMUNS, como o indivíduo, a vítima, a testemunha, a criança, a criatura, o cônjuge,... Existem também substantivos exclusivamente masculinos, como o apêndice, o guaraná, o champanha, o dó, o magma,... e os exclusivamente femininos a omoplata, a bacanal, a derme, a dinamite, a cal, a apendicite, a entorse,... Geralmente, as palavras terminadas em GEM são femininas, como A FERRUGEM, A IMAGEM, A GARAGEM,... A palavra PERSONAGEM tanto pode ser masculina como feminina. Esteja à vontade para dizer Caby é O ou A personagem maior do site azougue.com ou Caby é UM ou UMA personagem maravilhoso ou maravilhosa ou ainda Maria é UM Ótimo personagem ou UMA ótima personagem nesse filme da vida. É isso.

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Você saberia explicar por que o Brasil é recordista mundial em acidentes de trânsito?

A gramática explica: Em todas as rodovias do país vêem-se expostas dezenas, centenas e milhares de placas que anunciam: "LUZ BAIXA AO CRUZAR VEÍCULOS". O caríssimo leitor saberia analisar corretamente esse anúncio? Vamos à luta! CRUZAR é pôr em contato sexual para procriação, é traçar duas linhas paralelas em um cheque tornando-o pagável apenas a um banco, é pôr em forma de cruz,.. Assim, o brasileiro obedece às normas do DETRAN, pois põe seu veículo para cruzar com outros. Por isso é que se vêem veículos em cima de outros... No sentido de colocar-se de través, encontrar-se vindo em direções opostas, esse verbo é OBRIGATORIAMENTE PRONOMINAL. Fato que obriga ao uso de CRUZAR-SE. Desse modo, quem cruza, cruza algo ou alguém com algo ou com alguém; mas quem SE CRUZA, CRUZA-SE COM obrigatoriamente. A placa de modo correto seria: "LUZ BAIXA AO CRUZAR-SE COM OUTRO(S) VEÍCULO(S)."

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Obedeça a sinalização é outro absurdo!

O verbo obedecer é OBRIGATÓRIA E NECESSARIAMENTE transitivo indireto. Ou seja, regido invariavelmente da preposição A. Como a palavra sinalização é feminina, faz-se a fusão do "A" preposição exigido pelo verbo com o "A" artigo de que a palavra feminina necessita e se tem o "A" com acento grave. Desse modo a placa CORRETAMENTE APRESENTADA seria "OBEDEÇA À SINALIZAÇÃO".

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O campo estava encharcado. O atleta PATINOU?

Não! Por caridade, Não! Só patina quem anda de PATINS. Como o atleta, em campo não usa patins, na água, na lama, em ambientes encharcados ele PATINHA. Ele - figuradamente - escorrega, desliza como fazem os patos
na água. Por isso, torçamos para que nenhum atleta patinhe na hora de fazer um gol e peçamos a Deus que nenhum tresloucado narrador esportivo volte a dizer que o atleta patinou. É isso!

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A brincadeira é de MAL GOSTO?

Realmente, é de muito MAU-GOSTO escrever MAL em lugar de MAU. É algo relacionado no máximo com a quinta série do ensino fundamental. MAL é um advérbio e, como tal é antônimo, é contrário de BEM; MAU é adjetivo e, por isso, é antônimo, é o oposto de BOM. A brincadeira não poderia ser de BEM-gosto; ela no máximo seria de BOM-gosto. Então, a brincadeira seria de MAU-GOSTO.

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Ele é O ou A personagem principal do romance?

Em Língua Portuguesa, há substantivos que são tradicionalmente conhecidos como sendo COMUNS DE DOIS GÊNEROS, ou seja, aqueles recebem a flexão apenas do artigo para expressarem a mudança do gênero. É o que ocorre com o indígena - a indígena, o gerente - a gerente - o estudante - a estudante, o pianista - a pianista, o tapa - a tapa, o dentista - a dentista, o colega - a colega. Há palavras, contudo, que não aceitam qualquer alteração e designam os dois gêneros, são os chamados SUBSTANTIVOS SOBRECOMUNS, como o indivíduo, a vítima, a testemunha, a criança, a criatura, o cônjuge,... Existem também substantivos exclusivamente masculinos, como o apêndice, o guaraná, o champanha, o dó, o magma,... e os exclusivamente femininos a omoplata, a bacanal, a derme, a dinamite, a cal, a apendicite, a entorse,... Geralmente, as palavras terminadas em GEM são femininas, como A FERRUGEM, A IMAGEM, A GARAGEM,... A palavra PERSONAGEM tanto pode ser masculina como feminina. Esteja à vontade para dizer Caby é O ou A personagem maior do site azougue.com ou Caby é UM ou UMA personagem maravilhoso ou maravilhosa ou ainda Maria é UM Ótimo personagem ou UMA ótima personagem nesse filme da vida. É isso.

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Como surgiu a palavra CARNATAL?

Em língua portuguesa há dois processos de formação de palavras: a DERIVAÇÃO e a COMPOSIÇÃO. Na DERIVAÇÃO, acrescenta-se ou elimina-se a um radical ou palavra primitiva, um afixo denominado prefixo ou sufixo e esse fato determina o tipo de derivação por que passou a referida palavra, ou seja: se você tem a palavra FELIZ e a ela acrescenta o prefixo IN, forma-se INFELIZ por derivação prefixal; o sufixo MENTE, FELIZMENTE, por derivação sufixal; o prefixo IN e o sufixo MENTE, INFELIZMENTE, por derivação prefixal e sufixal. Se a colocação do prefixo e do sufixo for simultânea, como em EMAGRECER, ENGORDAR, ENTRISTECER,... tem-se a derivação parassintética. Observe agora a palavra VAMPIRO e a palavra CAPETA. Da palavra VAMPIRO, pega-se VAMP; da palavra CAPETA, isole-se o PETA. Juntem-se esses dois elementos e se tem formada a palavra VAMPETA. Essa palavra nos remete a alguém feio como um vampiro e traquina como um capeta. Faça-se o mesmo com PORTUGUÊS e ESPANHOL e se forme POTUNHOL; com FRATERNIDADE e TERNURA, Chico Buarque formou FRATERNURA; utilizando-se de URUBU e
SUBIR, Guimarães Rosa construiu URUBUIR; com os clássicos futebolísticos GRÊMIO e INTERNACIONAL formaram o GRENAL; ATLÉTICO e CORITIBA originou ATLETIBA; POTIGUAR e BARAÚNAS deu origem a POTIBA. Dessa forma, CARNAVAL e NATAL gerou o neologismo CARNATAL.

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Dormir "NO" ou "AO" volante?

Meu caro, se dormir AO volante já é perigoso, que se dirá, então, de dormir "NO" volante! Certa vez, vi no pára-choque de um caminhão: "Não tenha medo de animais na pista, mas tenha muito medo de alguns burros "no" volante.". Conclui simplesmente que passara por mim mais UM. Não tente, dileto leitor, justificar-se dizendo estar diante de uma expressão coloquial, pois a língua portuguesa deve ser bem tratada e, para tanto, deve-se fazer uso do padrão culto. Assim, dormir AO volante é perigoso; NO volante, além de ERRADO é um absoluto desconforto.

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Quantia é sinônimo de quantidade?

NÃO, amigo! Quantia é soma, é porção em dinheiro ou é importância, valor. Tipo assim: pago por esse produto a quantia de R$ 2.000,00 (dois mil reais). Deve a Caby uma quantia que jamais lhe poderei pagar. Quantidade é uma grandeza física expressa em números, é a duração da emissão de um som, é o número de unidades ou de medidas que determina um conjunto de coisas consideradas como equivalentes, é uma grande porção de pessoas ou de coisas, é um grande número de,... Dessa forma, você tem uma certa quantidade de luz, mas não tem quantia de luz; você observa uma grande quantidade de pessoas em um município, mas não vê uma grande quantia de pessoas nesse citado município. Agora os votos de determinado candidato em tal região foi de uma quantia monstro, pois representa uma soma.

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Quando é que o "A" deve ser CRASEADO?

NUNCA. JAMAIS. EM TEMPO ALGUM. Prezado internauta, crase é um fenômeno lingüístico por meio do qual ocorre a fusão entre o "A" preposição exigido por um verbo ou por um nome regente mais o "A" artigo que aparece antes de uma palavra feminina, o "A" que antecede os pronomes relativos "que", "qual" e "quais" ou ainda o "A" inicial dos pronomes demonstrativos "aquele(s)", "aquela(s)" e "aquilo". A essa fusão dá-se o nome de CRASE e o acento gráfico que marca tal fenômeno é o ACENTO GRAVE. Desse modo, o "A" recebe o ACENTO GRAVE. Ele não é e jamais será craseado simplesmente porque não existe em língua portuguesa o verbo CRASEAR. Não se CRASEIA o "A". Por sobre o "A" põe-se o acento grave. É isso mesmo!

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Em que condição deve haver o ALEITAMENTO MATERNO?

Em situação ALGUMA, NUNCA, JAMAIS ISSO DEVE OCORRER. ALEITAMENTO MATERNO é pura bobagem. Senão vejamos: ALEITAMENTO é o ato ou efeito de aleitar, ou seja, de dar de mamar a, usando a mamadeira ou algo similar; AMAMENTAÇÃO é o ato ou efeito de dar de mamar usando as mamas. Dessa forma, uma veterinária, por exemplo, pode aleitar um filhote de golfinho, de chimpanzé,... mas não será imprudente - em hipótese alguma - a ponto de AMAMENTÁ-LOS. Recentemente, uma de nossas revistas semanais noticiou o seguinte: "Recentes pesquisas comprovam que, quanto maior o tempo de 'aleitamento materno', maior a inteligência do indivíduo na vida adulta. A composição de leite é vital para o desenvolvimento neurológico da criança." Pelo exposto, esse jornalista foi AMAMENTADO?

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Quantas palavras existem no vocabulário português?

O nosso vocabulário é - segundo Luiz Antônio Sacconi - composto de cerca de QUATROCENTAS MIL PALAVRAS. Ainda segundo o grande mestre, no século VXI, nos seus primeiros anos de existência, a língua portuguesa contava com apenas dez mil palavras. O novo contingente vocabular está representado sobretudo por derivações, composições, conversões, onomatopéias, neologismos, estrangeirismos, adaptações, incorporações e até algumas sandices, que acabam virando fato lingüístico, como é o caso de vestibulando, farmacolando, economando, atanazar, avoado, deletar,...

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Cafu é O LATERAL-DIREITO titular em nossa seleção?

NÃO! NÃO! E... NÃO! Por questão simples: o futebol não possui essa posição, essa função. O que há no futebol é LATERAL-DIREITA, LATERAL-ESQUERDA, PONTA-DIREITA, PONTA-ESQUERDA. Você conhece algum narrador ou repórter esportivo que diga o PONTA-DIREITO ou o PONTA-ESQUERDO? Se o conhece, prenda-o ou tome-lhe o material de trabalho. Nos dias atuais, alguns substituíram LATERAL por ALA, mas deve-se permanecer dizendo normalmente ALA-ESQUERDA, ALA-DIREITA. É assim. Cafu, portanto será o único LATERAL-DIREITA da História do futebol a disputar quatro finais de copas do mundo - se nossa seleção chegar a esse ponto.

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Leonardo Nogueira é O PRIMEIRO-DAMO de Mossoró?

Não,... NÃO! Assim como Carlos Augusto não foi, Lare Rosado não foi, Leonardo Nogueira não o é. Isso é invenção de jornalista brasileiro. E aconteceu quando Benedita da Silva assumiu o governo do Estado do Rio de Janeiro, em abril de 2002, os jornalistas logo acorreram a cuidar da sua vida pessoal. Como ela é casada com Antônio Pitanga, trataram-no por "PRIMEIRO-DAMO", numa analogia com PRIMEIRA-DAMA. Como pilhéria, troça ou gozação, até que serve. Assim, hoje, surge essa indagação: quem é o PRIMEIRO-DAMO do Estado do Rio Grande do Norte, da cidade de Mossoró-RN? NÃO HÁ. Marido de governadora, de presidenta, de prefeita ou de vereadora não tem - na língua portuguesa - por enquanto nome especial. É assim.

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Qual o feminino de MESTRE-SALA?

Olha, a língua portuguesa nos reserva muita colocação interessante. Senão, vejamos: entende-se por feminino de uma palavra, a manutenção do radical da mesma e a alteração de sua desinência de gênero. Assim, temos: meninO - meninA, alunO - alunA, prefeitO - prefeitA, presidentE - presidentA, elefantE - elefantA. É EXATAMENTE ASSIM!. NÃO MUDEMOS POR NADA!.
A elefoa não veio na Arca de Noé a este mundoa este planeta. Veja agora que para a palavra HOMEM NÃO HÁ FEMININO, pois a palavra MULHER não mantém o radical da palavra HOMEM, VACA NÃO É O FEMININO DE BOI pelo raciocínio anteriormente exposto. MULHER e VACA são HETERÔNIMOS criados para substituírem os inexistentes femininos dos vocábulos HOMEM e BOI. MULHER E VACA representam o SEXO OPOSTO ao do HOMEM e ao do BOI. Assim, o feminino de MESTRE-SALA é PORTA-BANDEIRA. É ASSIM!

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Atendo A ou AO?

Mossoroense amigo, a gramática nos determina que QUEM ATENDE, ATENDE A. Assim sendo, devo atender, como estou atendendo, AO seu pedido. Atendo com prazer à solicitação, Atendo educadamente AO telefone, Ao pedido e por aí vai.

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Mossoró é DUAS VEZES MENOR do que Natal?

Olha! Se algum natalense disser isso será considerado, no mínimo, um LOUCO, EXACERBADAMENTE PATRIOTA, ou simplesmente UM BOBO. Por quê? Porque se alguma coisa puder ser duas vezes maior que outra, não significará dizer que esta será duas vezes menor que aquela. Não entendeu? Entenda agora: se algo é UMA VEZ MENOR, isso já é IGUAL A ZERO. Vamos então admitir que Natal seja DUAS VEZES MAIOR QUE Mossoró. Tudo bem. Mas Mossoró jamais será DUAS VEZES MENOR. Se Natal é DUAS VEZES MAIOR que Mossoró, então DUAS "Mossoró" cabem em uma Natal: o contrário não pode ser construído do ponto de vista gramatical.

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Rui Barbosa foi cognominado "O" Águia de Haia?

Seria uma afronta, e não um elogio, se conferissem a Rui Barbosa o cognome de "'O' Águia de Haia", porque O águia é o mesmo que o velhaco, o espertalhão, o vigarista, o cabra-safado, o sabichão - com toda a carga pejorativa que o termo encerra. No feminino, águia é o mesmo que inteligência, sagacidade. Sabe-se que a águia é a ave que representa a perspicácia, a sutiliza, o talento, a inteligência, virtudes que se acumulavam em Rui Barbosa, a quem com total justiça denominaram A ÁGUIA DE HAIA. Os que proferem bobagens como "Rui Barbosa o Águia de Haia", também enchem o peito e com toda a sorte de besteira dizem "O dengue", "O cólera", "UMA
guaraná", "Minha champanhe" e coisas afins.

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Airton Senna MORREU ou FALECEU?

Infelizmente, ele nos deixou a todos e para sempre. Airton NÃO FALECEU; MORREU. Só FALECE aquele que sai da vida naturalmente, por doença ou velhice. MORRE todo aquele que perde a vida, brutalmente ou não. A MORTE do piloto brasileiro se deu como fruto de um acidente, não foi algo natural, não foi por velhice. Toda pessoa que FALECE, MORRE; mas, nem toda pessoa que MORRE, FALECE. Uma pessoa assassinada, NÃO FALECE, MORRE. Um nonagenário, num asilo ou num leito de hospital, FALECE. Só a MORTE pode ser violenta; o FALECIMENTO, ao contrário, apenas exprime um efeito natural e é sereno, calmo, tranqüilo. Por isso, eu não quero MORRER; prefiro FALECER e rezo para que esse FALECIMENTO demore muito, muuuuuito a acontecer.

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TAPAR e TAMPAR são termos sinônimos?

Não, meu curioso internauta! Não são! TAPAR é fechar algo fazendo uso de um objeto qualquer; TAMPAR é também fechar algo, só que fazendo exclusivo de uma TAMPA. Desse modo, você TAPA o nariz, mas não o TAMPA. Veja que você se utiliza do dedo, da mão; já a panela você TAMPA, mas não TAPA, porque faz uso de uma TAMPA. Por isso, guarde bem na memória: QUEM TAPA, TAMPA; MAS QUEM TAMPA, NÃO
TAPA.

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TV A cabo ou TV POR cabo?

A expressão consagrada é a primeira, é aquela que 99% do povo emprega. Contudo, a mais legítima, a absolutamente correta é, sem dúvida, a segunda. Você já viu alguém que aderiu à televisão À assinatura? Não. Você conhece pessoas que aderiram à televisão POR assinatura. Nunca, jamais, vi alguém afirmar que alguma forma de comunicação tenha sido feita A satélite, mas sim POR satélite. É como a entrega EM domicílio e não A domicílio, uma vez que quem entrega, entrega algo a alguém EM algum lugar. No caso, NO domicílio. O problema se torna ainda maior quando o indivíduo escreve "TV 'À' cabo". Isso é quase um
duplo homicídio qualificado...


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Torcer e aplaudir são atitudes de carinho?

Amigos!
Ainda estou arrepiado, atônito. Meu querido Caby disse, ao apresentar o João Marques, figura de destaque no meio social mossoroense, o seguinte: "Ele é aquele cidadão que torce e aplaude os amigos. É aquele cara que não compactua... Meu queridíssimo Caby, que você use uma linguagem familiar, amiga, próxima a ponto de citar o João Marques de cara, nada contra. Parabéns por isso. Mas quem torce, torce algo, por algo ou por alguém e quem aplaude, aplaude alguém. Ou seja, meu nobre amigo! Você empregou verbos de regências diferentes como se eles apresentassem a mesma regência. O correto, para dignificar essa página e a figura tão ilustre, seria o amigo haver se expressado dizendo: "Ele é aquele cidadão que torce pelos amigos e os aplaude. É isso. É assim que fazemos as nossas curiosidades. Participe você também, comunique-se conosco. Envie-nos sua pergunta. Um grande abraço!


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"Skol, a cerveja que desce REDONDO ou REDONDA?"

Internauta amigo, essa pergunta foi formulada, nada mais, nada menos, por aquele que ao longo de muitos anos foi - e continua sendo - um ídolo desse humilde estudioso da Língua Portuguesa. Refiro-me ao especialíssimo amigo Jomar Valença, hoje residindo e exercendo com mestria sua profissão de radialista em Curitiba, no Paraná. Meu querido Jomar, há gramáticos que afirmam que o certo seria dizer "a cerveja que desce REDONDO" por se tratar de o vocábulo 'REDONDO' ser um advérbio e, portanto, invariável. No entanto, conforme meus poucos conhecimentos, não vejo assim. O que se tem, em verdade, é o fato de a palavra 'REDONDO' ser um adjetivo - palavra variável, redonda(s), redondo(s) - e o contexto em que é empregada. Se o curioso amigo perceber que a publicidade é constituída de dois textos: um verbal - a frase em si - e um outro, não-verbal - com aquela 'setinha' que gira, em forma de espiral, quando o elemento ingere o líquido, verá que ocorre nesse caso o que convencionamos denominar METONÍMIA, que consiste em substituir uma palavra ou expressão por outra equivalente, e perceberá que não é ingerido o continente - a cerveja, a garrafa - e sim, o conteúdo, o gole da cerveja, QUE DESCE REDONDO. Veja ainda que quando é ingerido um gole de qualquer outra marca de cerveja, a garganta da criatura ganha um aspecto QUADRADO. Por tudo isso, sem medo de ser feliz e de se embriagar, tome a cerveja cujo gole desce REDONDO. Como a Skol foi a marca que teve a felicidade de tal criação, parabéns ao articulista pois esse texto publicitário está PERFEITO. "Skol, a cerveja que desce REDONDO"! Um grande abraço, amigo Jomar! Que Deus o abençoe onde quer que você esteja! Obrigado pelo carinho e pela confiança depositada neste seu sempre servo.


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Faça seu óculo ou seus óculos?

O internauta amigo sempre colaborando com essa nossa coluna. Agora a hora e a vez do amigo Sidney Freire - funcionário da Itapetinga. Querido colaborador, aquele que se utiliza da palavra' Óculo' - no singular, prova ser portador de uma miopia crônica e, portanto, incorrigível, pelo menos no aspecto gramatical. A palavra 'ÓCULOS' só pode e deve ser empregada no plural, por questões etimológicas, de formação. Nesses termos, o termo antecedente deverá também ser empregado no plural. Assim se deve pronunciar "meus óculos, aqueles óculos" mesmo que a referência esteja sendo feita a apenas um objeto. Lembre-se, contudo, de que você está diante de um objeto formado de duas lentes que se prendem a duas hastes. Há gramáticos que defendem o uso de meu óculo quando se trata de um monóculo, uma só lente. O que não se pode verdadeiramente dizer é meu óculos ou meus óculo. Legal, amigo? Satisfeito? Ponha seus lindos óculos em sua bela face e seja feliz vendo a vida com bons olhos e perfeita correção gramatical. É isso mesmo!


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Você sabe como chegar à sala de embarque de um aeroporto?

Ótimo, seria bom que você nunca tentasse descobrir. O nosso idioma é riquíssimo e nós, os brasileiros, a cada instante, o tornamos ainda mais curioso, intrigante. Veja bem por que, meu internauta amigo: embarcar é entrar em um barco. Que palavra, então, empregar para expressar o desejo de entrar em um avião, entrar em um ônibus, em um carro? Não sabemos. O brasileiro, criativo como somente ele o é, por semelhança de atitudes, utiliza-se de embarcar para tudo isso por puro desconhecimento de um termo apropriado. Como os gramáticos também não conhecem essa palavra e não querem correr o risco de criar algo para tal denominação, preferem dizer que "embarcar no trem, no avião, no ônibus,... que a sala de embarque é uma catacrese - figura de linguagem por meio da qual substituímos uma palavra ou expressão por uma outra equivalente como fruto do desconhecimento do termo apropriado. Por isso é que se tem "céu da boca" - substituindo palato - "cabeça de alho" - em substituição a bulbo - "caixa dos peitos" em lugar de tórax,... É isso mesmo.

 

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