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PANORAMA
PARCIAL?
Essa arrepia. Nos comentários esportivos, nas transmissões
de apurações,... é muito comum o narrador
perguntar ao comentarista ou o âncora dirigir a um repórter
essa pérola: QUAL O PANORAMA PARCIAL, EM SUA VISÃO?
Ora, se isso não for triste, será mesmo ridículo,
absurdo. Vejamos o porquê: PAN significa total, amplitude,
o todo; ORAMA é o mesmo que visão. Conclusão:
PANORAMA é visão total, visão ou observação
de um assunto em toda a sua plenitude,... Como pode, então,
alguém querer um PANORAMA PARCIAL? Arrepia ou não?
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Onde
está localizada a região CENTRO-SUL do Brasil?
Espero
CARINHOSAMENTE que você não haja respondido à
pergunta formulada. Simplesmente porque essa região brasileira
AINDA NÃO FOI CRIADA, mas, SE EXISTE, nem mesmo o IBGE
a conhece. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
- IBGE - divide o Brasil apenas nas regiões: Norte, Nordeste,
Centro-Oeste, Sudeste e Sul. A Região "Centro-Sul"
é um adendo jornalístico ou inovação
de alguns professores de Geografia - não sei os motivos
que levam os nossos maravilhosos inovadores do idioma a fazê-lo
- talvez usado para corrigir essa "imperdoável falha"
do IBGE. Assim, lamento não lhe poder ajudar em afirmando
não saber onde se localiza a região CENTRO-SUL
do Brasil.
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Quantos GOLS foram feitos pelo Fluminense?
Felizmente,
NENHUM. O Fluminense é time grande, grande. Tem História.
E time assim, faz GOIS ou GOLOS ou ainda GOLES; jamais GOLS.
Não entendeu? Leia: A palavra GOL é originária
do INGLÊS – GOAL que significa tento, meta, objetivo.
Na língua inglesa – com a palavra o amigo Cid Augusto.
Quando a palavra é finalizada em “L”, seu
plural se faz com o acréscimo da consoante “S”.
MAS ISSO ACONTECE NA LÍNGUA INGLESA. Em Português,
se o vocábulo termina em “L”, elimina-se
essa letra e acrescenta-se “IS”,os lusitanos acrescentam
“OS” e alguns gramáticos nacionais recomendam,
nesse caso, o acréscimo de “ES”. Por isso,
o plural da palavra GOL, em PORTUGUÊS é GOIS –
Ô, por isso não acentuado – GOLES ou GOLOS.
Em assim sendo, deixemos o Flamengo fazer GOLS e sofrer GOLES.
O Fluminense fez 4(quatro) GOIS, GOLES ou GOLOS na vitória
contra o Flamengo. É ISSO MESMO.
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No
futebol, UMA VITÓRIA POR 4 a 3 é GOLEADA?
NÃO.
GOLEADA acontece quando a vitória de um time é
marcada pela diferença igual ou superior a 3(três)
gols. Por exemplo, quando o Potiguar vence o Baraúnas
por 4 a 1 ou quando o Baraúnas é derrotado por
2 a 5. Os nossos "espetaculares" NARRADORES e CRONISTAS
esportivos soltam as vozes e alardeiam: "o time do Potiguar
jogou DIVINAMENTE BEM - seria possível jogar DIVINAMENTE
MAL? - e aplicou uma sonora goleada de 4 a 3". Isso, seguramente,
não existe. Pior
ainda! Quem perde, não perde por 5 a 0 ou por 4 a 1.
O placar FAVORÁVEL é destinado à vitória;
o DESFAVORÁVEL, naturalmente, à derrota. Em assim
sendo, o Potiguar venceu por 4 a 1 ao Baraúnas ou perdeu
por 1 a 4. Perder
de 4 a 1 agrava ainda mais a derrota porque, além do
nervosismo do torcedor, colabora para com à ignorância
do mesmo.
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Quem
APITA um jogo de futebol?
Sem qualquer sombra de dúvida é um apitador, o
homem "de preto" que é responsável por
conduzir uma partida de futebol, navegador inteligente. A linguagem
popular, no entanto, comandada por nossa mídia ensandecida,
utiliza-se da palavra JUIZ. O JUIZ apitou pênalti, O JUIZ
apontou a marca da cal - comentaremos mais tarde essa construção
- O JUIZ marcou FALTA. Ora, o que está faltando é
determinado conhecimento no falante, naquele que usa o microfone.
O JUIZ é um homem preparado por uma universidade para
julgar casos, crimes, situações sociais. O JUIZ
é um homem "togado" responsável por
julgar processos, condenar culpados e absolver inocentes. O
JUIZ é uma autoridade constituída. Quem APITA
uma partida de futebol ou um jogo de qualquer outro esporte
é O ÁRBITRO. O ÁRBITRO é um homem
devidamente preparado por uma instituição para
fins específicos de arbitrar, apitar um jogo. O desastre
na comunicação dá-se pelo fato de ambos
- tanto o JUIZ quanto o ÁRBITRO - terem o poder de decidir
uma situação. Coisa que não se justifica
pela enorme diferença que há entre elas. É
isso aí.
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São
Paulo, São Pedro e ... por que Santo Antônio?
O
internauta amigo sempre busca em determinados instantes entender
o porquê de situações aparentemente complicadas
e, na verdade, tão simples. Veja você que São
Paulo, São Pedro são nomes referentes a santos
cujos nomes próprios não se iniciam por vogais;
Santo Agostinho, Santo Antônio e tantos outros, sim. Dessa
forma, os gramáticos convencionaram simplesmente que,
quando o nome referente a um santo tiver por início uma
consoante, esse nome deverá estar antecedido da palavra
SANTO; se o referido nome dado ao santo iniciar por vogal, então
esse nome ficará antecedido da abreviação
da palavra SANTO que é SÃO. Por isso é
que se vê: São Paulo, São Pedro, São
Manoel e, um dia, quem sabe, São Caby´e, por outro
lado, Santo Antônio, Santo Agostinho... É isso
mesmo.
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O
Papa João Paulo II - líamos João Paulo
segundo - e por que devemos agora dizer Bento XVI (dezesseis?)
Realmente, internauta amigo, as pequenas coisas fazem a diferença
e os conhecimentos primários - que não nos são
passados ou o são indevidamente - nos fazem muita, muita
falta. Vejamos: Os numerais ordinais, não importando
a que se refiram, devem ser lidos primeiro, segundo, terceiro...,
até o décimo. Por isso é que tivemos Paulo
VI (sexto), João Paulo I (primeiro), João Paulo
II (segunto) e por aí vai. A partir de onze, diz-se mesmo
o número em sua normalidade. Daí termos Luiz XV
(quinze), João XXIII (vinte e três), tivemos Bento
XV (quinze) e agora temos o Papa Bento XVI (dezesseis).
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Hebe
Camargo é LOURA ou LOIRA?
Meu
caríssimo leitor, estava eu tentando produzir estas humildes
informações, quando me liga o louco Cid Augusto
pedindo-me uma relação de músicas em cujas
letras se destacasse a palavra LOIRA. Daí, a curiosidade:
Meu prezado Cid Augusto, LOIRA é uma RAÇA DE PAPAGAIOS;
LOURA é a criatura de cor branca e cabelos claros a amarelados
e popularmente chamada galega. Portanto, Hebe Camargo é
LOURA - embora tingida, de farmácia e CHATA como atraso
de pagamento de salário - e não LOIRA. Repetindo
e confirmando: LOURA é cor, é raça atribuída
aos seres humanos; LOIRA é raça exclusiva de papagaios.
É isso aí.
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Sou
EU que PAGO ou sou EU quem PAGA?
Querido
amigo Caby, cá estamos na luta, na batalha para que o
mundo se torne um pouco melhor e tentando colaborar para que
as pessoas cometam menos erros, firam menos nossa língua
pátria. Hoje, atendemos à solicitação
de Isabelly Karinne que nos indaga: sou EU QUE PAGO ou sou EU
QUEM PAGA? Queridíssima Isabelly, as duas construções
estão corretas. Veja por quê: Quando o sujeito
da oração é o pronome relativo QUE, o verbo
concordará com o pronome pessoal antecedente,assim: Sou
eu QUE PAGO, És tu QUE PAGAS, É ele QUE PAGA,
Somos nós QUE PAGAMOS... Se, porém, o sujeito
da oração for o pronome relativo QUEM, o verbo
concordará com o pronome pessoal antecedente ou será
empregado na terceira pessoa do singular, concordando com o
pronome QUEM. Dessa forma, devemos falar: Sou eu QUEM PAGO ou
PAGA, És tu QUEM PAGAS ou PAGA, é ele QUEM PAGA,
Somos nós QUEM PAGAMOS ou PAGA... Veja, então,
estas demais construções: Fui eu QUE FALEI, Fui
eu QUEM FALEI ou FALOU ... É isso aí.
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Não
TEM problema???
O
leitor amigo é habituado a proferir essa pérola
a cada segundo sem, no entanto, se dar conta de que está
cometendo um erro "espetacular". E você me perguntaria:
por quê? Dir-te-ei que por uma razão simples, qual
seja: O verbo TER não é sinônimo do verbo
HAVER; verbo TER é sinônimo de POSSUIR. Já
o verbo HAVER é sinônimo de EXISTIR. Dessa maneira,
nunca sequer pense em falar Não TEM PROBLEMA, porque
ele COMEÇARÁ A EXISTIR, diga NÃO HÁ
PROBLEMA; Não ouça TEM COISAS QUE MUDAM A VIDA
DA GENTE, nesse caso, mudam para pior, porque se deve falar
HÁ COISAS QUE MUDAM A VIDA DA GENTE; Ele disse que NÃO
TINHA NINGUÉM LÁ, Não é NÃO
TINHA, É NÃO HAVIA NINGUÉM, E ASSIM PROCEDA
SEMPRE, claro, amigo leitor?
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