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LILIAM
MARTINS CORDEIRO
Paz
e luz a você leitor/internauta. Trouxemos para a página
Mulher uma mossoroense com um jeito paraibano de ser. Ela é
a primeira apresentadora de televisão da cidade, é
também locutora, mãe e relações
públicas. Vamos conhecer um pouco mais de Liliam Martins,
a chamada loira furacão. Saiba por que.
Azougue:
Nome completo, onde e quando nasceu.
Liliam
Martins: Liliam Martins Cordeiro, nasci aqui em Mossoró,
em 1972.
Azougue:
Quais as melhores lembranças da sua infância?
Liliam
Martins: A minha infância foi maravilhosa, sempre
tive o carinho da família, e é isso que importa.
Eu acho que era muito danada, porque tenho muitas cicatrizes,
caí muito! Então, por aí você tira
como eu já era danada desde criança!
Azougue:
Quais eram seus sonhos na adolescência?
Liliam
Martins: Era terminar os estudos, fazer faculdade,
morar sozinha. Sempre quis ser muito independente! Ter uma profissão
de destaque e desde a adolescência o lado da comunicação
me chamava atenção, estar sempre junto com alguém,
sempre à frente de alguma coisa. Quase tudo que eu sonhei
se realizou, só não sonhei em casar e em ter filhos,
mas acabei casando, tendo um filho que é a minha razão
de viver, mesmo não sendo tão mãe como
deveria ser...
Azougue:
O que a maternidade mudou na sua vida?
Liliam
Martins: Mudou muita coisa e ao mesmo tempo eu não
pude acompanhar essa mudança, porque com dois anos e
meio, mais ou menos, eu saí de casa depois da minha separação
e tive que viver para que ele tivesse uma vida boa. Hoje ele
é criado pelos meus pais. O que mais mudou foi o sentimento,
quando você não consegue ser mãe não
leva para o colégio, não vê as notas regularmente,
não participa do dia das mães, isso deixa a gente
meio triste e eu tentei compensar de uma outra forma, mas ainda
não foi suficiente. O jeito de você ver a vida
depois da maternidade é bem diferente!
Azougue:
A sua estada na Paraíba durante muitos anos acrescentou
o que para você como profissional, como pessoa?
Liliam
Martins: Passei muito tempo, pois eu nasci aqui em
Mossoró, passei dez anos em Aracaju, depois passei dos
dez até os vinte e um em Catolé do Rocha e foi
onde tudo começou. Com treze anos eu já era locutora
de rádio, rádio AM, tinha um programa no horário
da manhã e todo mundo sabe que o horário da manhã
é o mais concorrido. Era tipo a "Xuxa" de Catolé
do Rocha! E depois vieram outros convites, passei um tempo fora
desse meio, fazendo outras coisas, mas a vontade era de estar
lá. Tudo que tinha que ser feito em Catolé eu
fiz, não tinha mais espaço para mim, tinha que
procurar outro lugar, e com o apoio da minha família
eu fui e deu certo.
Azougue:
Como surgiu o interesse pela comunicação?
Liliam
Martins: Sempre! Desde pequena, com treze anos eu fiz
o teste para ser locutora, ia passando no colégio e uma
pessoa da rádio me chamou, pois já era ouvinte,
ligava muito. Então foi o rádio que me despertou,
pois eu morando em Catolé do Rocha, sertão da
Paraíba, jamais eu pensaria que iria para a televisão.
Claro que eu tinha vontade, meu pai inclusive deixava a televisão
desligada, me vestia com a roupa do 'bate o pé', aquela
dança do Roberto Leal (cantor português), me pedia
para dançar e ficava me assistindo e ele dizia: "-
Minha filha ainda vai fazer alguma coisa em televisão!".
Mas em Catolé do Rocha eu achava inviável isso
acontecer. O que me chamou a atenção foi o rádio,
que ainda me fascina. Eu sinto muita saudade. Televisão
apareceu depois, há pouco tempo, também é
muito bom! Estou aí para fazer qualquer coisa!
Azougue:
O que é mais difícil e mais prazeroso: rádio
ou TV?
Liliam
Martins: Em relação a prazeroso... aí
você me pega, pois os dois proporcionam muito prazer pelo
que a gente recebe do público, tanto elogio quanto crítica.
Na televisão até o jeito de você sentar,
o jeito de você sorrir, as pessoas começam a manter
um domínio sobre a sua vida, e você começa
a se pôr como elas dizem. No rádio, não.
No rádio você vai fazer o programa do jeito que
você quiser. De repente você pode estar até
mal, mas as pessoas não estão vendo a sua fisionomia,
você como profissional leva aquela mesma comunicação,
aquele jeito de falar com todo o mundo. Mais difícil
é a televisão e prazeroso os dois!
Azougue:
Com relação à convivência das pessoas,
o que você eliminaria na convivência com o ser humano?
Liliam
Martins: A falsidade! Falsidade e a omissão,
às vezes eu posso até ser tachada de briguenta,
de estressada, mas é porque eu não admito injustiça,
omissão ou falsidade. A pessoa tendo um deles já
faz mal e quem tem os três é sem comentários!
Azougue:
E o que mais lhe irrita desses três?
Liliam
Martins: A falsidade, com certeza!
Azougue:
O que é felicidade para você?
Liliam
Martins: Felicidade é a gente fazer o que gosta,
é correr sempre atrás de mais, nunca estar satisfeita,
pois eu não acredito na felicidade plena, existem momentos
felizes! Você nunca vai estar feliz o tempo todo, você
acorda hoje está indisposta, ou tem uma coisa que planejou
e não deu certo, então temos que aproveitar sempre
os momentos felizes!
Azougue:
Quem é Liliam hoje?
Liliam
Martins: Liliam hoje é uma pessoa pública,
que eu acho que muita gente conhece pela televisão, a
TCM proporcionou tudo isso! E Liliam é essa mulher que
quer sempre mais, que quer sempre estar mais feliz! Nessa luta
a gente esquece as coisas, mas hoje eu estou apresentadora de
televisão, como eu não tenho uma profissão
como engenheiro ou médico, hoje eu estou apresentadora
de televisão, amanhã posso estar no rádio,
posso estar no jornal, posso fazer publicidade, mas hoje eu
estou apresentadora de televisão.
Azougue:
Deus?
Liliam
Martins: Deus é supremo, é tudo! A gente
às vezes esquece de chamar por Deus nesses momentos felizes.
Geralmente quando está tudo dando errado diz: ai meu
Deus, por que isso está acontecendo comigo?! Mas é
sempre bom lembrar que Deus está com a gente em todos
os momentos e em todas as horas e nunca nos esquece! E ultimamente
Deus tem me dado exemplos de como ele existe, de como ele é
verdadeiro e de como ele sempre está presente!
Azougue:
Tem alguma mensagem que você queira deixar para os leitores
do Azougue?
Liliam
Martins: Na maioria das entrevistas que concedi terminei
com uma frase que eu acho muito bacana: "O importante não
é estar perto e sim do lado de dentro". Seu coração
tem que estar em paz, você tem que amar aquela pessoa
do jeito que ela é, sem querer mudar, pode ajudar, mas
mudar nunca!
ALINE@AZOUGUE.COM
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