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DANIELA MAIA

 

Da maneira de andar, sentar, falar, olhar e, acima de tudo, de se cobrar, percebe-se que a mulher Daniela Maia não tem em nenhum instante medo de ser feliz e esse caminho é buscado no dia a dia, também, sempre atracado à sua condição profissional. Daniela não manda, pede, dirige, sem ser centralizadora, fatores que tornam seus objetivos sempre alcançados. Possuidora de um impecável talento, ela apenas se vê como uma mulher determinada. Foi bom para o azougue.com ouvi-la e com certeza bem melhor para você que está lendo esta entrevista.

 

Azougue - Ser pediatra foi um sonho de infância?

Daniela Maia - O de ser médica sim, pediatra não. Pouco tempo após ter sido aprovada no vestibular eu fiquei grávida e tive a minha primeira filha aos 17 anos de idade, com o fato naturalmente me impondo limites. Na verdade, eu pensava em ir para centros maiores, no desejo natural de uma especialização profissional, se possível impecável. O casamento não estava naquele momento nos meus planos, mas o tempo foi passando e veio a paixão pela pediatria.

Azougue - Vestibular, universidade, mãe, tudo veio muito rapidamente?

Daniela Maia - O primeiro e terceiro itens aos 17 anos. Comento com pessoas amigas que de menina passei para a condição de mãe e aos 24 já estava com o canudo na mão. Realmente tudo veio muito rapidamente.

Azougue - A condição de avó também acompanhou o mesmo diapasão?

Daniela Maia - É verdade. Aos 39 anos já me vesti de avó. Tenho duas filhas, Melina e Gabriela e duas netas, Eduarda e Lília, por quem sou literalmente apaixonada. Agora, mesmo com essas condições me deixando extremamente feliz, eu lhe digo que se o tempo voltasse faria tudo para ser mãe depois que tivesse completado os 30 anos de idade. A maturidade é de capital importância em todos os sentidos.

Azougue - Qual o mais bonito momento de Daniela pediatra?

Daniela Maia - Eu estava de plantão no pronto-socorro do ainda Hospital Tancredo Neves, quando chegou uma criança “quase afogada”, friso que o afogamento só existe no caso de óbito, e consegui rapidamente reverter o quadro. Em curto espaço de tempo aquela linda criança já estava correndo e brincando na enfermaria. O espaço físico era muito aberto, com a situação sendo assistida por muita gente. As pessoas passaram a me aplaudir e, mesmo sendo um fato não incomum em pronto-socorros, me senti fantasticamente gratificada. Era um lindo garotinho de apenas 4 anos de idade.

Azougue - Algum fato desagradável marcante?

Daniela Maia - Em todos os seguimentos existem os sabores e dissabores. Numa determinada madrugada, um cidadão, pai, policial, completamente embriagado, trouxe para o atendimento o seu filho que sofria de uma crise asmática. Tomei os procedimentos cabíveis e necessários, com ele insistindo que eu desse um atestado de que os meus colegas médicos estavam errados. Calmamente expliquei-lhe dessa impossibilidade, registrando-se a reação de agressividade verbal e naquele instante eu cheguei a imaginar que seria agredida. Fiquei chocada por alguns dias, só que também entendi que diante de tantos fatos positivos já existidos, aquela cena transformou-se apenas em um micro-átomo da insignificância na minha carreira.

Azougue - Pegando carona na palavra. Também muito rapidamente a ocupação de funções brilhantes?

Daniela Maia - Há cerca de 4 anos aceitei convite para exercer o cargo de diretora de planejamento, tecnologia e desenvolvimento da Unimed. Foi uma responsabilidade muito grande. Acredito que desempenhei bem a função, já que há pouco tempo um novo convite me foi lançado para ser diretora do Hospital Unimed. No momento aprofundei-me num curso em gestão de negócios, e pretendo especializar-me em administração hospitalar

Azougue - Vamos para a mulher Daniela. Tem algum azougue para a cozinha?

Daniela Maia - Olha (risos), vou deixar a modéstia de lado. Sou excelente em massas, adoro cozinhar alimentação exótica, frutos do mar. Vou para a cozinha com um tremendo prazer e desafio uma pessoa amiga que conheça a comida francesa e coloque defeito na que faço. Se isso acontecer é... (risos) inveja.

Azougue - Falastes sobre o mel da casa. E o fel, qual é?

Daniela Maia - Me dá uma tristeza olhar para os pratos sujos e fico mais triste ainda quando entendo que (risos) tenho de lavá-los.

Azougue - Daniela Maia é vaidosa, ou muito vaidosa?

Daniela Maia - Apenas uma mulher vaidosa que busca sempre o equilíbrio. Mente, corpo e alma. É assim que eu vejo a beleza verdadeira.

Azougue - Alguma obsessão?

Daniela Maia - Sim. Por leitura. Enquanto estou lendo um livro, já tenho mais três a minha espera.

Azougue- Pra quase finalizar. Preferência por algum tipo de bebida?

Daniela Maia - Bebo pouco e quando isso acontece eu prefiro um bom whisky e uma boa cachaça mineira.

Azougue - Pra finalizar. Receba o nosso agradecimento e um abraço bem abraçado

Daniela Maia - Digo, que me senti profundamente gratificada com o papo, até porque vivencio muito o azougue.com

 

dmaia02@hotmail.com


 

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