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A REVOLUÇÃO MILITAR DE 1964

armando lucio 3

Temos ouvido e visto bastante pirotecnia em torno do evento ocorrido no Brasil em 31 de março de 1964. Muito mais defesa de interesses pessoais ou de grupos, do que análise séria e com compromisso exclusivo com a verdade histórica.

Não. Não confunda verdade histórica com a excrescência de um tal de “comissão da verdade”, que a princípio nos parecia ser única, mas agora sabemos de congêneres estaduais, quiçá municipais, e o perigo de criação dessas “donas da verdade” em âmbito de bairros, ruas ou vilas vai se espraiando. A doutrinação dos idealizadores desses macabros institutos é especializada nessas coisas. O pior de tudo é que algumas pessoas abdicam de pensar e refletir e apóiam essas idéias que fazem de nós o país das comissões, em todos os sentidos: as comissões integradas por quem vai fazer um “trabalho” como forma de legalizar um dinheiro público que lhes é destinado, e as comissões ou percentuais financeiros – mensalões ou não - que alguém ganha para dar robustez ao torpe sentimento de vingança.

A revolução militar de 1964 foi absolutamente necessária, caso contrário já teríamos nos tornado a Cuba continental, embora ainda não esteja descartada esta hipótese. Basta trocarmos o mais médicos por mais cubanos. Aliás, de médicos eles não têm nada, nem o reconhecimento pelo órgão de classe que é a Associação Médica Brasileira.

Não se pode negar a existência de alguns abusos pelos militares, no entanto abusos são punidos pela história, como os que atacam hoje a revolução serão historicamente punidos. Todo movimento contrário a um vencido comete-os e ninguém pode negá-los. Houve, no entanto, uma trégua absolutamente democrática que recebe pela denominação de “anistia” que, por seu turno, alcança ambos os lados, pois ambos cometeram abusos, crimes.
Sendo essa anistia unicamente para uma das partes, estabelece-se uma verdadeira ditadura e um verdadeiro democrata deve lutar contra qualquer ditadura, venha de onde vier. O contrário é casuísmo ignóbil. O verdadeiro democrata não toma partido senão de interesses gerais.

Estamos muito parecidos com a Roma antiga, com uma perseguição aos cristãos. Naquela época ser cristão era suficiente para uma condenação e para que não se acreditasse nas idéias de quem assim se conduzia. Hoje dizem que o regime militar foi autoritário – e pode ter sido. O que não se justifica é o cometimento de erros idênticos, e o que é pior: a tentativa de falir o ordenamento jurídico e as instituições que não aceitam que se cometam crimes em nome de um sistema que se diz democrático que, na verdade, é metido na roubalheira, apoiando criminosos nacionais e internacionais – até por serem idênticos, camaradas, companheiros.

Até quando abusarão de nossa paciência?

Armando Lúcio Ribeiro – Promotor de Justiça e Professor da UERN

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