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UM GOVERNO DE REDEMOINHO

Por quase unânime e muito negativa que seja a atual apreciação dos governos da Presidente Dilma Rousseff, no primeiro mandato completado de quatro anos, paradoxalmente reeleita, e nos nove meses do segundo, ambos legitimamente conquistados pelo sufrágio popular, talvez ela tenha sentido a sua pior semana no cargo, essa que estamos encerrando hoje, dia 03 de outubro. Segunda-feira, dia 05, faz um ano apenas da realização das eleições gerais de 2014, portanto do primeiro turno da eleição presidencial. Vivemos uma crise econômica sem igual, nos últimos 25 anos do Brasil, causando agruras às empresas e aos brasileiros em geral, em qualquer classe econômico-social, inflação pelo IPCA chegando a 9,53%, o dólar americano valendo R$.4, desemprego atingindo à casa dos 10% da massa trabalhadora, a indústria desaquecendo 9% em um ano, as montadoras de veículos com uma retração de 23,5% em um ano - quase um quarto da sua capacidade de produção-, contas públicas corroídas e deficitárias, Petrobrás, BNDES, Eletrobrás e Caixa Econômica sendo alvos da apuração de desvio de finalidade, com graves consequências ao governo, O ministro Augusto Nardes, relator de processo que avalia o balanço da União, recomendou aos colegas do Tribunal de Contas da União (TCU) que deem parecer pela rejeição das contas do governo da presidente Dilma Rousseff em 2014. A proposta consta do voto distribuído por ele aos gabinetes da corte no fim da noite de quinta-feira, dia 01 de outubro, e que irá a plenário na próxima semana, podendo, caso aprovado pelo Corte, causar o impedimento da Presidente do exercício do cargo. Mas, meu caro leitor, nada mais desgastante à Presidente do que o propalado corte de Ministérios, são 39 atuais, para diminuir o custeio da máquina. Aí tivemos o fantasmagórico. Depois de se auspiciar o corte de 15 Ministérios, baixando depois para 10, dona Dilma anunciou ontem, dia 02 de outubro, como numa cocha de retalhos, a tesoura de apenas e insignificantes 8, cortando 10% dos subsídios dos seus titulares, e sob permanente pressão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do seu Partido dos Trabalhadores e do PMDB, de Michel Temer, Eduardo Cunha e Renan Calheiros, (o partido sempre no poder, aderindo ao ocupante do cargo, desde a eleição de Tancredo Neves/ Sarney em 1985). Nomes novos? Qualificação nas escolhas? Nada! Casuísmo apenas, para tentar fortalecer a base no Congresso Nacional, nitidamente se voltanda para esbarrar um possível impeachment. O IBOPE, através de acreditada pesquisa patrocinada pela Confederação Nacional da Indústria-CNI, publicou no dia 01 de outubro, que os que consideram o Governo Federal ótimo e bom somam 10%, enquanto 69% o chancelam de ruim e péssimo, a maior rejeição apurada, desde 1986, quando a pesquisa foi iniciada. Não é à toa que chegam a 90% os que desaprovam a política de impostos de Dilma, fazendo desta a área com pior avaliação de seu governo, exatamente com o mesmo porcentual nas três últimas pesquisas. Em seguida vem a política de juros, com 89% de desaprovação. Também receberam muitas menções negativas a saúde (84%), o combate ao desemprego (83%), o combate à inflação (83%) e a educação (73%). A nossa Presidente, ao anunciar as mudanças no Ministério causou mesmo foi ampla frustração política e administrativa, entorpecendo a expectativa da nação. Foi outro tiro no pé.

BRASIL TEM A 2ª MAIOR TAXA DE INFLAÇÃO AO CONSUMIDOR DO MUNDO, APONTA OCDE
O Brasil registrou inflação de 9,53% em 12 meses até agosto, só perdendo para a Rússia, cuja taxa foi de 15,75%. Uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira, 1º, pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) mostrou que no Brasil os preços andam acelerados. Em agosto, o País registrou a segunda maior inflação do mundo, perdendo apenas para a Rússia, que passa por uma grave crise econômica devido, entre outros motivos, à queda do preço do petróleo. No Brasil, o índice de preços ao consumidor (CPI na sigla em inglês), ficou em 9,53% em 12 meses, até agosto. Já na Rússia, a inflação está em 15,75%. A OCDE incluiu na pesquisa a inflação de seus 34 países-membros e das maiores economias, totalizando assim 41 países pesquisados. Venezuela e Argentina, pela turbulência e fragilidade por que passam, estão fora da análise. No caso da Rússia, além da queda do preço do petróleo, a economia sofre com embargos impostos pela União Europeia devido ao conflito na Ucrânia. Além disso, mais recentemente o país se envolveu em uma nova guerra, a da Síria. Nesta semana, a Rússia começou a realizar bombardeios aéreos na Síria, movimento que elevou a incerteza e a complexidade de uma guerra que já provocou 250 mil mortes e forçou 12 milhões de pessoas a deixar suas casas desde seu início, há quatro anos e meio. Os EUA e seus aliados temem que as ações de Moscou tenham por objetivo proteger Bashar Assad, e não combater o Estado Islâmico.

PELA 1ª VEZ, CAMPO DO PRÉ-SAL É PRINCIPAL PRODUTOR DE PETRÓLEO
A produção de petróleo no País atingiu, em agosto, novo recorde e uma marca histórica para a produção em águas profundas. Pela primeira vez desde o início da produção comercial, em 2010, um campo do pré-sal tornou-se a principal área produtora do País. A marca foi atingida no campo de Lula, na Bacia de Santos, com uma média de 368 mil barris de petróleo por dia, desbancando o campo de Roncador, na Bacia de Campos, que registrou, no último mês, a produção de 363 mil barris de óleo por dia. Ao todo, em agosto, a produção de óleo e gás no País atingiu a marca de 3,171 milhões de barris de óleo equivalente por dia - uma alta de 3% em relação a julho e a melhor média histórica. Os dados foram divulgados nesta tarde de quinta-feira, 1, pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP). O Campo de Lula é, atualmente, responsável por 44% de toda a produção no pré-sal. A área também foi responsável pelo maior volume de gás natural produzido em todo o País, com uma média de 16,6 milhões de metros cúbicos por dia. Localizada no campo, a plataforma Cidade de Mangaratiba, que iniciou a produção em outubro de 2014, foi a principal unidade produtora em agosto, com 174 mil barris de óleo equivalente por dia. Já a produção total de petróleo no País atingiu a marca de 2,547 milhões de barris por dia em agosto - uma alta de 9,5% em relação ao mesmo mês de 2014. O volume supera o recorde histórico, registrado em dezembro do último ano, quando foram produzidos 2,497 milhões de barris por dia. Já a produção de gás natural atingiu a marca de 99,2 milhões de metros cúbicos por dia, uma alta de 4,1% em relação a julho e de 9,2% em relação ao último ano. O volume também é considerado recorde pela ANP. Ao todo, gás e petróleo somaram uma produção de 3,171 milhões de barris de óleo equivalente por dia. Com a evolução da produção poderemos chegar a 3,600 milhões de barris de óleo equivalente por dia. É o que necessitamos atualmente.

ELVIRO REBOUÇAS É ECONOMISTA E EMPRESÁRIO

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