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Uma Visão sobre a Economia

eduardo-artigo

Estamos atravessando uma crise econômica (mais uma!) e como já é de costume, nessa hora surge uma nova categoria de alquimistas, os “analistas econômicos”. Essas criaturas começam a aparecer nos telejornais e em programas de entrevistas, quase sempre com a imagem de profundos sábios e senhores da palavra definitiva. Tudo conhecem, sempre advinham as consequências dos fatos e trazem as piores previsões nos fazendo sentir como um bando de cordeiros abandonados ao relento,para logo em seguida encerrar suas entrevistas nos desejando boa noite! É patético!

Em suas explanações sempre acompanhadas de termos e expressões em inglês, gráficos dos mais variados além de estatísticas nos comparando com os países desenvolvidos, somos apresentados a situações que até dá vontade de pular pela janela. O pior está sempre por vir. Nosso país de repente se torna o pior lugar do mundo para viver. É impressionante como essa história se repete!

Mas as melhores partes são sempre as “soluções”. Aí é que tudo que pode piorar sempre piora. Seguindo as cartilhas internacionais de medição de desempenho das economias somos levados a acreditar que cortes duros nos orçamentos sociais, da educação, da saúde e a sempre surpreendente “criação de novos impostos”, serão as únicas formas de nos levar de volta ao olimpo!

Nessa hora os “ratings” falam mais alto que o olhar sobre a nossa realidade e esquecem que esse país tem uma enorme quantidade de pessoas que vivem à margem do que os padrões de qualidade de vida internacionais são capazes de definir. É triste mas temos que encarar nossa realidade, nossos problemas não podem ser simplificados em planilhas ou dados estatísticos. Qual dessas criaturas conhece as profundezas da miséria social que atinge a maioria das cidades brasileiras? E nos interiores, nas regiões desprovidas de tudo, qual deles lá pisou?

É muito fácil num estúdio de TV ou através de um jornal analisar e apontar soluções seguindo puramente as teorias macroeconômicas e de desenvolvimento. O pior é que esses “sábios” poluem nossas ideias e plantam desânimo e desesperança. Quem parar para pensar concluirá que o que eles acabaram de dizer ou escrever é irreal para nossas circunstâncias. Será sempre simples sugerir cortar investimentos sociais e aumentar impostos. Se isso desse certo não existiria pobreza no mundo.

Temos que buscar soluções brasileiras para nossos problemas. Ficarmos só produzindo riqueza, poupando para pagar juros a investidores não nos libertará desse ciclo maldito, precisamos gerar comida, educação, trabalho, infraestrutura. Nosso país tem necessidades básicas graves e não só tecnológicas. Deveríamos proteger o capital que vier com o propósito de produzir, de gerar oportunidades reais e punir o que vier somente para especular. Taxas de juros nas alturas só atraem especuladores, os chamados “investidores abutres”.

Esse país na realidade é muito rico e admirado lá fora, só precisamos ser sérios e nos preocupar menos com o PIB, Produto Interno Bruto ecriarmos o FIB, Felicidade Interna Bruta.

José Eduardo Fernandes Pereira

Engenheiro civil – Rio de Janeiro.

Comentários   

 
0 #1 Emanuel Eduardo 15-02-2016 18:17
Ótima análise de nossa situação tio Eduardo...

Grande Abraço!!! Emanuel Eduardo
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