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PAULO WAGNER

Criado em Segunda, 05 Agosto 2013 00:00

paulo wagner

Tomara que até o final desta entrevista você continue me fazendo sempre perguntas sérias, até porque até a minha “bufa” é séria. . Quando ele morreu, diga-se de passagem, bêbado, eu tinha 17 anos e aí a merda voou. Eu não me caguei todinho porque não tinha merda pronta. O juiz tinha quase 2 metros de altura. Eu comecei fazendo um porrilhão de cachorrada no “Aqui, Agora” e o povo gostou. . Olha, em quase todas as cidades, principalmente da região Oeste, tem a minha marca. E aproveite para pagar a conta do almoço aqui no Lula Restaurante que eu vou comprar uma cadeira de rodas para o coitadinho do Belmont.

Azougue – De Areia Branca para Brasília. Um voo e tanto Paulo Wagner?

Paulo Wagner – Tomara que até o final desta entrevista você continue me fazendo sempre perguntas sérias, até porque até a minha “bufa” é séria e todo mundo sabe disso (risos). Nasci e fiquei até os 10 anos de idade em Areia Branca e depois, por conta da transferência do meu pai, que trabalhava em F. Souto Indústria e Navegação de Sal, fui para Mossoró. O senhor José Dimas Dantas, meu genitor, sempre me dizia: “Meu filho, estude senão você vai ser carroceiro”. Ser deputado federal ou carroceiro para mim é a mesma coisa. Eu lá ligava para diabos de estudo. O meu pai era “ligeiramente” chegado a uma cachaça e tomava apenas 2 ou 3 porres por dia. Para que você tenha uma ideia, comprovado que ele estava com cirrose, o médico inventou de cheirar o hálito dele. Não deu outra coisa: Desmaiou e passou uns 3 dias bêbado. Quando ele morreu, diga-se de passagem, bêbado, eu tinha 17 anos e aí a merda voou. Passei a trabalhar juntando ossos, ferro velho, vendendo bolo nas escolas e mais um magote de merda. Interessante é que eu estou falando da morte do meu pai e em cima do birô tem uma foto de Sarney. Esse aí também já está bem pertinho de colar os dedos.

Azougue – Quando nasceu a era rádio?

Paulo Wagner – Eu era coadjuvante de Gérson Luiz na Rádio Difusora e depois a minha pomposa e inimitável carreira seguiu como apresentador do famoso flash esportivo. Mas, no duro e no mole também eu tinha como tarefa diária (olha só como eu sofri) buscar a marmita para você Caby, almoçar. Pra você ver como o mundo gira. Hoje eu sou deputado federal e você continua lascado de pai, mãe e parteira.

Azougue – Você também fez o rádio esportivo?

Paulo Wagner – E por sua culpa, Caby, quase levei uma surra em Macau, num jogo Potiguar e Macau. Ora, eu queria trabalhar em rádio, não sabia porra nenhuma de bola. Quando via um jogo eu dizia: “Magote de jogadores burros, todos correndo atrás de uma bola e saindo porrada de tudo que é lado. Por que esses caras não entram em campo cada um com a sua bola”. O povo precisa saber que eu estou vivo porque sempre fui muito “bonzinho”. O narrador Caby, sabendo que eu não sabia porra nenhuma de futebol, me mandou encarar o árbitro e perguntar por que ele deixou o jogo correr até os 49minutos. Ele não deu em mim porque eu comecei a falar com a voz fina, fiz jeito de veado e ele teve pena de mim. Caby, você disse com a voz muito cheia e também com muito sonrisal: “Paulo Wagner, grande Couro Curto, era assim que você me apelidava, encare aí esse juiz e pergunta por que os 4 minutos de acréscimo?” Eu não me caguei todinho porque não tinha merda pronta. O juiz tinha quase 2 metros de altura.

Azougue – Areal afirmação no rádio como aconteceu?

Paulo Wagner – Um dia, Ângelo Augusto, diretor da Difusora, me chamou e foi logo determinando; “Eu quero que você faça um programa para rapariga chorar”. Você sabe fazer? Ora Caby, era a minha grande chance, mesmo eu sabendo que a gente para receber o pagamento sofria mais que pão doce em boca de aleijado. Criei o Clube dos Cafonas e fiz muita rapariga, corno e veado, chorar, até porque tinha muito desse pessoal na região. Eu pelo menos conheço umas 1.500 raparigas, uns 3.300 cornos e alguns, assim, assim, 100 mil veados.

Azougue – Quais os seus professores do rádio?

Paulo Wagner – Vou falar sério, até porque eu também sei falar sério e pelo menos 2 ou 5 vezes por ano isso acontece. Eu destaco Gérson Luiz, que já entrava no estúdio com tudo esquematizado. Jota Belmont era mais bitolado, mas tinha muita audiência, aliás, depois eu quero detalhar mais sobre o Bel. Agora, na verdade, eu era fã mesmo deste bicho feio que está me entrevistando. Você era a descontração absoluta. Você fazia a coisa acontecer no momento e num piscar de olhos invertia situações. Você dava um crédito ao contato com o ouvinte que ninguém tinha a segurança de manter. E eu também sei que até hoje a sua liderança de audiência é inconteste. Agora, meu caro amigo filho da puta, depois de toda essa bajulação dá para você colocar de graça o meu anúncio no seu próximo livro?

Azougue – Aconteceu a capital potiguar na sua vida. Como foi a parada?

Paulo Wagner – O superintendente da TV Ponta Negra, ex-senador Carlos Alberto de Sousa, me convidou para trabalhar na sua TV, o que aconteceu no dia da mentira. 1º de abril de 1993. Eu comecei fazendo um porrilhão de cachorrada no “Aqui, Agora” e o povo gostou. Eta povinho besta da desgraça. Depois de 5 anos aí eu passei a ser o apresentador oficial da Patrulha da Cidade. A verdade é que o sucesso aconteceu e a minha identificação com a população passou a ser simplesmente extraordinária. 

Azougue – Aí surge a política na vida de Paulinho Wagner?

Paulo Wagner – Fato que eu jamais acreditava que pudesse acontecer. Num período próximo, os comunicadores de muita expressão Mário César e Jota Gomes foram candidatos a vereador e não conseguiram se eleger. Bom, eu não tinha nada a perder, até porque eu sempre me disse o seguinte: “Só existe um jeito para eu subir na vida que é arranjar uma amigação com um veado rico”. A verdade é que com cerca de 4 mil votos eu estaria eleito e quando abriram as urnas, tive exatos 14. 444 votos e sinceramente lhe digo, eu jamais acreditei que seria eleito vereador, imagine então deputado federal.

Azougue – Quais as ações de Paulo Wagner na Câmara Federal em benefício do RN?

Paulo Wagner – Diria que várias, e cito que todos os equipamentos no valor de 1 milhão e 200 mil reais do hospital de Areia Branca foram frutos de uma emenda minha, fato que aconteceu recentemente. O maior parque poliesportivo do Estado, na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), vai ser construído graças ao nosso esforço onde alocamos verba no valor de 41 milhões de reais, que vai beneficiar toda a região metropolitana de Natal. Olha, em quase todas as cidades, principalmente da região Oeste, tem a minha marca.

Azougue. Antes de finalizarmos, você pode me contar algumas “presepadas” do radialista Paulo Wagner?

Paulo Wagner – Tem jeito não. Onde diabos é que eu fui amarrar a minha égua. O cara fala um assunto sério e você já vem com as suas sacanagens. Eu vou lhe responder em atenção ao seu Zé Izídio e D. Nazaré. Você Caby, deveria respeitar mais um deputado federal (risos). Em Mossoró, a Rádio Difusora não tinha nenhuma ASG e quando chegava uma visita, o diretor Ângelo pedia que eu lhe servisse água. Quando eu estava de bom humor tudo bem (a desgraça é que eu sempre tava puto com a falta de pagamento), aí já viu, né. No percurso eu fazia algumas misturas na água. Imagine que tipo de mistura? Em Natal, eu me cansei de passar trote para os meus concorrentes, informando que havia acontecido acidente de muita gravidade em tal local e eu como não tinha o que fazer, ia para o citado local, conversava com os abestalhados que já estavam por lá e também me colocava com vítima. Ei cara, se eu tiver que falar todas as putarias que fiz essa entrevista só vai acabar quando eu me tornar um “homem sério”, ou seja, nunca.

Azougue – Final da entrevista. Obrigado, deputado Paulo Wagner

Paulo Wagner - Final uma ova. Ou você me pergunta o que eu tenho para falar sobre Jota Belmont, ou eu lhe dou uma tromba, aliás, coisa que eu nunca na vida fiz e Deus (gargalhada) está vendo no anúncio do seu livro Azougue.com 4.

Azougue – Pronto. Excelentíssimo senhor deputado federal Paulo Wagner, o que o senhor diz de Jota Belmont?

Paulo Wagner - Agora sim, eu vou pagar a página publicitária. O meu amigo Belmont está realmente próximo do fim. Bastante idoso, enxerga mal, não escuta, anda de bengala. Quem era o meu ídolo, Belmont. Lembro-me que ele levou uma surra da sua 1ª mulher, Arlene. Recordo-me que uma vez ele contraiu uma hemorroida em nível muito acentuado e o médico o proibiu de usar papel higiênico e o coitado quando dava uma cagadinha usava cotonete. Após um comício na cidade de Antônio Martins, já de madrugada, ele parou o carro, saiu correndo, ficou agachado atrás de um ônibus, e pá, atendeu as suas necessidades e gritou pelo seu assessor: “Guga, pelo amor de Deus, traga os cotonetes”. Uma vez em Apodi, uma lacraia entrou em sua calça e ele não percebeu nada. Quando estava no palanque discursando a lacraia deu-lhe uma atracada e não teve outro jeito, arriou as calças e todo mundo ficou rindo. O coitadinho gritava tanto, ai, ai, ai. Uma pena, o meu ídolo hoje está meio cego, surdo total, capengando no andar. Pode encerrar a entrevista Caby e aproveite para pagar a conta do almoço aqui no Lula Restaurante que eu vou comprar uma cadeira de rodas para o coitadinho do Belmont.

 

Comentários   

 
0 #1 Real minha 02-09-2013 19:32
Esse deputado é engraçado
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