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TRANSTORNO DO PÂNICO

Criado em Quinta, 07 Janeiro 2016 00:00

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O psiquiatra Ernani Pinheiro aborda, nesta entrevista, ocorrência de transtorno do pânico, apresentando sintomas e tratamento dessa doença, que afeta parcela considerável da população brasileira. Também explica manifestações de ansiedade, diferenciando-a entre ansiedade normal e patológica (doentia). Vale a pena conferir.

AZOUGUE – Em termos clínicos, qual a principal característica do transtorno do pânico?

ERNANI PINHEIRO – É a presença de crises de pânico recorrentes, que se apresentam como ataques espontâneos de sensação de perigo ou morte iminente, associados a sintomas de hiperatividade autonômica.

AZOUGUE – Qual a duração dessas crises?

ERNANI PINHEIRO – Tipicamente, essas crises duram de 10 a 30 minutos. Mesmo quando são descritas como mais longas, é geralmente possível identificar o período de pico dos sintomas em torno de 10 minutos.

AZOUGUE – E de que forma se apresentam esses sintomas?

ERNANI PINHEIRO – Os principais sintomas são palpitações, sudorese, tremores, falta de ar, dor no tórax, náuseas, tontura, medo de enlouquecer, medo de morrer, sensação de formigamento e ondas de calor.

AZOUGUE – Em que ocasiões podem ocorrer crises indicativas do transtorno do pânico?

ERNANI PINHEIRO – Essas manifestações podem ocorrer em qualquer local, contexto ou hora, inclusive durante o sono.

AZOUGUE – E o tratamento aconselhado?

ERNANI PINHEIRO – O tratamento medicamentoso é feito com remédios antidepressivos e benzodiazepínicos, e geralmente é muito eficaz, com respostas satisfatórias obtidas em cerca de 80% dos casos. O tratamento com terapia cognitivo-comportamental também apresenta boa eficácia na parcela de pacientes que consegue aderir aos programas de tratamento. A associação dessas duas formas terapêuticas parece ser mais vantajosa do que qualquer uma isoladamente.

AZOUGUE – Há pessoas que desenvolvem ansiedade patológica. Quais as manifestações mais típicas dessa doença?

ERNANI PINHEIRO – São as crises de pânico completas ou com sintomas limitados, fenômenos de início rápido, geralmente durando poucos minutos, caracterizados pela ocorrência de sintomas de hiperatividade autonômica.

AZOUGUE – Existem outros sintomas, além dos físicos?

ERNANI PINHEIRO – Sim. Além dos sintomas físicos envolvidos, as crises de pânico também se qualificam por pensamentos automáticos típicos que ocorrem durante o ataque, como o medo de tragédia ou morte iminente ou, ainda, de ficar louco.

AZOUGUE – Por que pessoas sentem ansiedade?

ERNANI PINHEIRO – A ansiedade tem função evolutiva de proteção. A crise de pânico, isoladamente, é uma reação biológica de resposta a contexto ambiental associado ao risco de destruição imediata do organismo, ou seja, manifestação emocional que dentro de certos limites é necessária ao ser humano. Assim, qualquer pessoa pode ter uma crise de pânico, e um ataque isolado não é suficiente para o diagnóstico de transtorno de pânico.

AZOUGUE – E qual a diferença entre ansiedade normal e patológica?

ERNANI PINHEIRO – Essa diferenciação nem sempre é tão fácil. O que conta não é a quantidade de sintomas, mas a significância clínica deles, ou seja, o quanto as crises de pânico (mesmo que tenha sido apenas uma) alteram o comportamento, as cognições e a qualidade de vida da pessoa.

Dr. Ernane Pinheiro de Freitas, é médico Psiquiatra, formado pela Universidade Federal do Rio Grande Do Norte, é especialista em Saúde Mental e Psiquiatria pela FACENE/RN, em dependência Química pela Universidade Federal de São Paulo, em Aconselhamento em Dependência Química pela Universidade Federal de São Paulo e especialista pela Associação Brasileira de Psiquiatria).

É Médico Psiquiatra do complexo penitenciário Dr Mário Negócio.
Médico psiquiatra do CAPS AD da Prefeitura Municipal de Macau-RN.
Médico Psiquiatra do Centro Terapêutico Nova Vida.
Médico Psiquiatria no Hospital da Mulher (Mossoró- RN) e no Hospital Psiquiátrico Dr João Machado (Natal-RN).

   

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