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ELA – ESCLEROSE LATERAL AMIOTRÓFICA

Criado em Sexta, 21 Setembro 2012 02:28

paiva lopes 3ELA – ESCLEROSE LATERAL AMIOTRÓFICA – CUIDADOS E ORIENTAÇÃO

O que é Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA)?

A Esclerose Lateral Amiotrófica – ELA - é uma doença neurodegenerativa progressiva do SNC, associada à degeneração e perda de neurônios motores superiores e inferiores.

O diagnóstico é clínico, complementado por testes laboratoriais, eletroneuromiografia e exames de neuroimagem.

A doença se caracteriza pela fraqueza muscular sem dores, atrofia muscular(atrofia que se inicia pelas mãos,outras vezes pelos pés), fasciculações (movimentos involuntários visíveis em repouso)e espasticidade (contração súbita e involuntária dos músculos).

Este quadro começa lentamente a progredir, comprometendo finalmente os membros superiores e inferiores juntamente com a musculatura do pescoço, e da língua em alguns casos.

Também ocorrem disfagia (dificuldade para deglutir, engolir a saliva e os alimentos), disartria (dificuldade na articulação das palavras, a fala pode ser flácida ou contraída), sialorreia (excesso de salivação) e dificuldades de respirar levando a queixas de cansaço. Tais alterações, se não forem tratadas no curso da doença podem levar o paciente a apresentar deficiência nutricional, desidratação e complicações pulmonares em decorrência da aspiração traqueal.

A intervenção de uma equipe multidisciplinar tem como principal objetivo preservar a qualidade de vida e a funcionalidade.

- A fisioterapia deve ser planejada para ajudar o paciente a se exercitar, fazer alongamento e manter alguma flexibilidade.

- Um terapeuta ocupacional pode ajudar a desenvolver alternativas adaptadas às deficiências do paciente para que ele possa manter uma relativa independência funcional. Lembre-se que esta enfermidade não compromete as funções cerebrais, logo o paciente tem condições de ser produtivo e aproveitar ao máximo suas capacidades criativas e profissionais.

- O acompanhamento de um pneumologista é fundamental para determinar técnicas de ventilação devido aos sintomas pulmonares. Os progressos na fisioterapia motora apendicular e respiratória vieram proporcionar e prolongar o período em que a qualidade de vida do paciente é agradável e satisfatória.
- A atuação de um fonoaudiólogo é essencial, uma vez que a comunicação oral se desintegra durante a doença. O fonoaudiólogo instrui o paciente como preservar sua fala o maior tempo possível e, junto ao paciente, planeja novos métodos de comunicação.

FISIOTERAPIA

Em mais de 70% dos casos, a fraqueza muscular em membros inferiores ou superiores encontra-se presente. A fisioterapia é necessária durante todo o decorrer da doença, com modificações e adaptações essenciais para cada estágio da enfermidade para retardar a evolução e minimizar os sintomas.

O principal objetivo da fisioterapia motora é manter a independência com mobilidade funcional e a realização das atividades de vida diária. Os objetivos secundários incluem minimizar as deficiências através das adaptações, educar o paciente e familiares, prescrever exercícios apropriados, prevenir as complicações relacionadas a imobilidade e eliminar ou prevenir a dor. Todos estes objetivos, em conjunto, contribuem para uma melhor qualidade de vida.

PESSOAS COM 'ELA' ESTÃO SUJEITAS A QUEDAS?

Essa maior incidência de quedas ocorre devido à mobilidade reduzida ou cansaço. Embora muitas quedas não tenham maiores consequências físicas, cair pode resultar em medo intenso de participar de quaisquer atividades, incluindo sair de casa. Se você tiver dificuldade de andar, solicite a avaliação de um fisioterapeuta. Não tenha vergonha de usar bengala ou andador, se lhe for orientado. Quando se levantar da cama, sente-se primeiro, levante-se e espere um momento antes de andar.

Peça auxílio se você necessitar pegar objetos fora do seu alcance. Descubra modos de tornar a sua casa acessível. Organize os móveis em cada cômodo para permitir um padrão de tráfego seguro.

SUPORTE NUTRICIONAL

Na 'ELA' é comum a perda de apetite. Isso faz com que os pacientes se alimentem casa vez menos. O suporte nutricional pode, além de evitar a perda de peso, retardar a atrofia muscular. Além disso, a dificuldade para mastigar ou engolir alimentos e a ocorrência de engasgos contribuem para que os pacientes comam menos do que precisam.

Algumas vezes a comida passa muito tempo na boca e engasgos ou tosses podem ocorrer.

O paciente deve comer com calma em um ambiente tranquilo. Nunca comer deitado e manter-se sentado por cerca de 30 minutos após a refeição, preferir alimentos mais pastosos, evitando os duros e secos e tentar não falar durante as refeições.

Na fase dependente, o paciente precisa de todo o apoio, paciência e carinho da família, já que ele não pode se manter sozinho. É importante sempre lembrar que, normalmente, o 'ELA' não afeta a mente, o raciocínio ou as emoções do paciente, assim ele percebe e entende tudo que acontece a sua volta.

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